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Tudo a olhar para o céu: vem aí um eclipse parcial da lua

O fenómeno acontece em julho e será visível em todo o País. Só vai haver outro parecido em 2020.
Vai ser incrível.

Todos de olhos no céu, a torcer para que o tempo ajude — à partida, deverá estar bom — e com os telemóveis de bateria carregada. Na noite de 16 para 17 de julho, uma terça para quarta-feira daqui a menos de um mês, vamos poder assistir a um eclipse parcial da lua. É o segundo e último de dois eclipses deste ano — e o único parcial.

Os eclipses lunares acontecem porque, na sua trajetória pela órbita da Terra, a lua atravessa duas fases: nova quando fica entre a Terra e o sol, e cheia quando a Terra é que fica entre a lua e o sol. 

Quando a Terra está entre a lua e o sol (Lua Cheia) e o nosso planeta projeta nela a sua sombra, esta pode escurecer a lua durante até cinco horas, dependendo das condições. Isto pode acontecer de forma total ou parcial.

Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), na noite de 16 de julho um eclipse lunar parcial terá início às 19h42 em Portugal continental (uma hora mais cedo nos Açores), quando a lua entra na penumbra. Aí ainda não será possível ver nada, até porque ela ainda estará abaixo do horizonte. Ou seja ainda não nasceu.

Mas há boas notícias: a lua nasce às 20h58 de dia 16, o que quer dizer que, se as condições climatéricas assim o permitirem, a visibilidade será boa. Ela entra na sombra às 21h01 e o meio do eclipse ou eclipse máximo irá ocorrer às 22h31. A lua começa a sair da sombra à meia noite certa e o evento vai chegar ao fim às 1h20 da madrugada de quarta-feira, 17. 

A lua estará numa boa altura para a observação, 14 graus, e a duração total do eclipse é de cerca de cinco horas e 34 minutos. A duração do eclipse parcial é de duas horas e 58 minutos.

Além de Portugal, o eclipse parcial da lua vai poder ser visto a partir da Austrália, Antártica, Ásia, África, Médio Oriente, América do Sul, Oceano Índico e Oceano Atlântico.

Sempre que acontece um eclipse lunar, há também um solar duas semanas antes ou depois. Em julho isso volta a acontecer: há um eclipse total do sol no dia 2 de julho, mas só será visível em algumas partes da América.

Os eclipses lunares totais são bastante raros, mas os parciais acontecem várias vezes por ano. Ainda assim, vai ter de esperar até 10 de janeiro do próximo ano para voltar a assistir ao fenómeno, e esse será penumbral, quando a lua perde o brilho enquanto tudo ocorre. 

Carregue na galeria para conhecer as sugestões da NiT de locais bonitos e de vista desafogada, porém protegidos do frio, para ver este eclipse lunar parcial do próximo mês.