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É possível salvar 281 mil árvores por ano se não existirem faturas em papel

Segundo a estimativa da associação Zero, isto equivale a uma floresta do tamanho de 281 campos de futebol.
O impacto é enorme.

Depois de ser anunciado que as faturas em papel passarão a ser emitidas apenas quando o cliente pedir, a associação Zero calculou quanto seria possível poupar se todas elas fossem eletrónicas. Os resultados publicados no site oficial este domingo, 9 de dezembro, são assustadores.

Aqui vai: o fim das faturas em papel pode significar menos 281 mil árvores cortadas por ano. Por outras palavras, uma floresta do tamanho de 281 campos de futebol. Esta estimativa foi calculada “admitindo que o tamanho médio de uma fatura é A5 e que o papel tem 75 g/m2” e “considerando uma ocupação de mil árvores por hectare”.

Se a medida do governo, que foi incluída no Simplex+, estivesse a ser posta em prática a 100 por cento, deixariam de ser emitidas três mil toneladas de dióxido de carbono por ano — o necessário para fabricar o papel para as faturas.

A Zero explica, ainda, que estas três mil toneladas correspondem às emissões de gases de efeito de estufa de 429 portugueses.

Além do CO2, o fim do fabrico de papel representa uma poupança de 281 milhões de litros de água por ano, o equivalente ao consumo de cerca de 4100 habitantes. E mais: a redução de 43 GWh (gigawatt-hora) de energia por ano, o que representa aproximadamente 0,1 por cento do consumo de eletricidade de Portugal.

A associação pede que os portugueses adiram à decisão do governo e explica porquê: “Apesar das poupanças não serem extremamente significativas, elas são ainda consideráveis do ponto de vista ambiental no que respeita à redução de emissões e consumos.”