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Há ténis de mesa e bicicletas para partilhar no novo cowork de Campo de Ourique

O Resvés é destinado a trabalhadores independentes ou hub de empresas e ainda dá acesso 24 horas aos membros residentes.
fotos de: Mariana Mota Veiga e Nuno Almendra.

Uma antiga tipografia deixada ao abandono por 10 ou 15 anos (nem os proprietários sabem dizer) pareceu ser o local perfeito para se transformar no novo espaço de cowork de Campo de Ourique, em Lisboa. Aberto desde 1 de fevereiro, o Resvés promete ser o lugar ideal para quem procura trabalhar em comunidade, mas de forma mais flexível e independente.

António Mesquita, 26 anos, é o responsável pelo projeto. Após estudar gestão de empresas e trabalhar durante um ano numa consultoria, fez uma pausa para refletir sobre o caminho profissional.

“Não gostei de estar num escritório convencional todos os dias de 9 às 17 horas. Depois de viajar pelo mundo e conhecer diferentes culturas, comecei a pensar em outras hipóteses de trabalho. Decidi abrir um negócio próprio, de preferência numa área em que pudesse criar uma comunidade”, conta António Mesquita à NiT.

 A primeira ideia foi abrir um hostel. Não encontrou o que pretendia nas zonas com mais potencial em Lisboa. Após duas tentativas, desistiu do negócio. Numa conversa informal entre amigos surgiu o conceito de coworking. Em apenas dois dias de pesquisas na Internet, descobriu a antiga tipografia em Campo de Ourique. O espaço amplo e bem iluminado conquistou António.

“Era grande o suficiente para criarmos uma comunidade com dimensão significativa para ter diversidade e, ao mesmo tempo, um espaço pequeno, no sentido em que permite ser um ambiente familiar e acolhedor.”

O Resvés promete dar as condições necessárias para que todos consigam focar-se no trabalho, serem independentes e ter horários flexíveis, mas sem se sentirem solitários. Segundo o fundador, o objetivo é “atrair pessoas com espírito inovador, criativo e disruptivo, para que o convívio possa resultar em trocas de ideias e experiências positivas para todos”.

Aqui, há diferentes modalidades de coworking. O flex coworker paga uma mensalidade de 100€ e tem acesso ao lounge e a uma mesa flexível, entre as 7h30 e as 19h30. Já o coworker residente tem acesso 24 horas ao Resvés e pode escolher o pacote standard (180€ por mês) ou premium (225€ por mês). A diferença entre os dois é a localização e o tamanho das mesas. Além disso, o standard pode utilizar a sala de reuniões durante duas horas, enquanto o premium tem quatro horas de acesso à sala.

No Resvés, os coworkers independentes também são bem-vindos. Por 10€ pode usar o lounge e a mesa flexível. O passe diário custa 15€ e dá acesso a um lugar na zona standard, o de cinco dias custa 65€ e o de dez dias 120€. Para este grupo, o acesso ao espaço é das 9 às 17 horas, mas o dono diz que “é sempre possível adequar o horário à necessidade do cliente”.

Com a modalidade virtual office, é possível fazer do espaço a sua morada laboral, ou seja, coloca a morada para sede social no Resvés e a equipa recebe a correspondência (30€/mês). Outra opção é o hub privado destinado a pequenas empresas. Há um hub com seis lugares (600€), outro com oito (800€) e o maior de todos com 20 (2000€).

O escritório tem capacidade para 84 pessoas. Todos os coworkers podem utilizar a copa, a zona lounge e uma mesa de refeições que serve ainda para jogar ténis de mesa, quando não for o horário das refeições. O Resvés também disponibiliza duas bicicletas para serem partilhadas por toda comunidade.

O espaço pretende fazer parte da programação cultural da cidade. A 8 de março arranca a exposição coletiva “Exhibition 1.0”, com o tema ligado à natureza e ao surf. O evento vai divulgar os trabalhos de fotografia, pintura e projeção digital de seis artistas residentes em Lisboa (Sam Einstein, António da Cunha Saraiva, Miguel Coelho, Manuel Barbosa, Luke Dawson e João Tudella).

O Resvés fica na Rua Saraiva de Carvalho, número 1C, em Campo de Ourique, Lisboa.

Carregue na galeria para conhecer um pouco mais do espaço.