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Prepare-se: a última grande chuva de estrelas do ano acontece este fim de semana

São esperados normalmente neste fenómeno 140 meteoros por hora, mas este ano a Lua Cheia pode estragar a festa.
Vale a pena tentar.

Prepare as luvas e os cachecóis, os telemóveis e as máquinas fotográficas e não se esqueça de olhar para cima: uma das maiores chuvas de estrelas do ano, e a última de 2019, atinge o pico este fim de semana.

Segundo a NASA, citada pela CBS News, o fenómeno que acontece este fim de semana é considerado “um dos melhores e mais confiáveis ​​chuvas anuais de meteoros”.

À NiT, o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL) confirma que, em Portugal, a observação do pico das Gemínidas ocorre no dia 14 (sábado) entre as 19 horas e as 23 horas da noite. A média normalmente para este fenómeno é de 140 meteoros por hora, mas este ano “o número de meteoros por hora será drasticamente reduzido”. De acordo com a International Meteor Organization, são esperados cerca de 20 por hora.

O OAL explica as notícias menos boas: devido ao facto de a lua estar em fase de Lua Cheia esta quinta-feira, dia 12, isto não permitirá que as condições de observação para a chuva de meteoros das Gemínidas sejam famosas. “Devido ao brilho da Lua não será possível observar o número elevado de meteoros por hora”, frisa a mesma fonte.

Isto não quer dizer que não veja nada: a lua dá mais luz mas eles estarão a cair, e se o tempo ajudar pode ter sorte. “A constelação de Gémeos nasce pelas 19 horas e a Lua nasce um pouco a seguir pelas 19h36. A Lua estará sempre junto à constelação de Gémeos, por isso ninguém saberá dizer o que se vai mesmo observar, talvez se consiga ver algumas mais fortes”, diz o Observatório.

A CBS corrobora: a Lua Cheia significa que a visibilidade será mais difícil do que o normal e o luar dominará alguns dos rastos mais fracos de meteoros, mas os mais fortes ainda devem estar visíveis. “Como a maioria dos meteoros que verá em tais condições será brilhante, eles podem ser mais coloridos e impressionantes do que o habitual”, adianta o canal.

O OAL dá conselhos: o pico das Gemínidas ocorre no dia 14 entre as duas horas e as 23 horas, mas em Portugal, a observação será a partir das 19 horas até às 23 horas. É melhor “esperar pelas 19 horas para observar na direção nordeste antes da Lua nascer”, mas essa pode não ser a melhor altura porque a constelação está muito perto do horizonte; “talvez pelas 22 até às 23 horas quando esta estiver mais alta no céu na direção leste”, seja a sua melhor opção.

O céu também tem de ter poucas nuvens, o que de acordo com o site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera só será possível na região do continente a sul de Lisboa e em partes da Madeira.

Gemínídas? O que é isto?

As Gemínidas, ou os meteoros que se tudo correr bem vai pode ver “chover”, derivam de asteróides, em vez de cometas. A sua queda acontece todos os anos quando o asteróide 3200 Phaethon, que ganhou o seu nove devido o mito grego de Phaëthon, filho do deus do sol Hélio, passa pelo sol, deixando para trás um rasto empoeirado.

O Observatório Astronómico de Lisboa adianta que neste mês de dezembro a Terra cruza a órbita do Asteroide Faetonte e são os “detritos” deixados por ele os responsáveis pelo enxame de meteoros que decorre anualmente entre dias 4 e 17: o enxame das Gemínidas.

O nome deste enxame resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação dos Gémeos. O OAL conclui que para observar deve fugir da poluição luminosa das grandes cidades e procurar um horizonte desimpedido.

A CBS acrescenta: “para uma melhor visualização, aguarde 30 minutos para que os olhos se ajustem à escuridão. Agasalhe-se e tente observar durante cerca de uma hora”.