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Passadiços do Paiva são a melhor atração de aventura do mundo — todos sabemos porquê

Acabaram ser premiados pelos óscares do turismo, que já os tinham distinguido antes. O que há afinal nos Passadiços do Paiva? É visitar que descobre logo — só custa 1€.

Um percurso incrível.

Custa 1€, visitar a Melhor Atração Turística de Aventura do Mundo — assim eleita nos World Travel Awards, ou óscares do turismo, este sábado, 1 de dezembro — onde Portugal foi um histórico vencedor, saindo com 16 distinções.

Um euro, para percorrer a pé oito quilómetros de um troço incrível, num passeio intocado e rodeado de natureza selvagem, na margem esquerda do Rio Paiva, numa zona conhecida como a Garganta do Paiva, concelho de Arouca, distrito de Aveiro.

Foto da Passadiços do Paiva.

Nos Passadiços do Paiva, encontra águas bravas, cristais de quartzo e várias espécies em extinção na Europa. Passa pelas praias fluviais do Areinho e de Espiunca, encontrando-se, entre as duas, a praia do Vau. Passa por pontes suspensas, pequenos lagos de água nas rochas, muitas sombras, a natureza no seu estado mais puro.

A partida é feita do Areinho – Espiunca, a partir de onde encontra, pela frente, quase nove quilómetros, sempre em frente. O percurso pedonal é feito em estruturas em madeira de pinho, que estão assentes em ferro implantado nas rochas.

O nível de dificuldade é considerado alto, devido sobretudo a acentuados desníveis: há zonas para subir e descer escadas, três troços de terra batida e a duração média é de cerca de 2h30 para cada lado. 

Foto da Passadiços do Paiva.

Pode fazer todo o ano, este percurso que, além da sua óbvia e incrível beleza natural, ainda passa por vários Geossítios: Garganta do Paiva (G36); Cascata das Aguieiras (G35); Praia Fluvial do Vau (G30); Gola do Salto (G31) e Falha de Espiunca (G32). 

De novembro a março, o espaço está aberto das 9 às 17 horas e de abril a outubro das 7h30 às 20 horas.

Para comprar um bilhete, é recomendado que reserve antes no site: é mais barato, 1€ para adultos, gratuito para menores de 12 anos. Se comprar na entrada paga mais, 2€, e com reserva garante que entra no dia que quer — o que nem sempre é certo, sem ida marcada, mesmo com um limite diário de 3500 pessoas. A média diária, ao ano, é de duas mil visitas.

As pessoas que vivem em Arouca não pagam nada, uma vez que têm direito a um cartão de acesso gratuito ao local, sem limite de visitas.

Foto da Passadiços do Paiva.

Inaugurado em junho de 2015, o caminho, quase a completar quatro anos de vida, não tem tido um percurso fácil: a 11 de agosto de 2016, um incêndio atingiu os Passadiços do Paiva, e destruiu 700 metros.

O acontecimento obrigou a encerrar metade do trajeto (de oito quilómetros passou para quatro) e, durante vários meses, os visitantes foram obrigados a ficar pelo caminho. Em setembro de 2015, noutro incêndio, já cerca de 600 metros haviam sido destruídos.

Mas o troço reabriu, os passadiços foram recuperados e têm sido sempre melhorados. Após o primeiro fogo, o projeto sofreu algumas alterações e foram criadas normas mais restritas para os visitantes deste Património Geológico da Humanidade, segundo a UNESCO. E para o inicio do próximo ano, até está prometida uma nova ponte suspensa, com 460 metros. 

A nova ponta suspensa.

O prémio deste sábado, 1 de dezembro, nos World Travel Awards não é o único dos passadiços. Nos seus quatro anos de vida, já tinham vencido várias vezes o prémio de Melhor Projeto Europeu de Desenvolvimento Turístico, além de várias distinções internacionais.

Antes do projeto reabrir depois dos fogos de 2016, em abril de 2017, o fotógrafo Joel Santos foi até aos passadiços para filmar as paisagens naturais que rodeiam todo o percurso e a NiT na altura publicou um artigo. 

O fotógrafo internacional e vencedor do prémio de Fotógrafo de Viagens do Ano, em 2016, publicou o vídeo na sua conta de YouTube para mostrar as incríveis paisagens que envolvem os passadiços, como as praias fluviais de Areinho, de Espiunca e a praia do Vau.