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Passadiços do Paiva vão reabrir — mas é obrigatório medir a temperatura

A Melhor Atração Turística de Aventura do Mundo está de volta no dia 25 de maio, com novas regras de segurança.
Foto do Arouca Geopark.

Os premiados Passadiços do Paiva reabrem ao público na próxima segunda-feira, 25 de maio. Segundo a Câmara de Arouca, aquela que já foi eleita por várias vezes como a Melhor Atração Turística de Aventura do Mundo nos World Travel Awards, regressa no entanto com medidas de segurança, tal como um limite de pessoas por circuito e a medição de temperatura.

Ainda esta semana, noticiou a imprensa local, vários empresários e operadores turísticos de Arouca se uniram num apelo para que os Passadiços reabrissem assim que possível, dada a sua importância para a economia e para o turismo da reunião.

O anúncio chega esta sexta-feira, bem como as medidas a implementar: fechado desde 12 de março por causa do novo coronavírus, o percurso de mais de oito quilómetros que segue pelas escarpas do Rio Paiva, muda a lotação diária dos habituais 2.000 visitantes para 600. Assim, explica a autarquia à agência Lusa, pretende-se garantir um maior distanciamento social entre os visitantes da estrutura, cujo horário prevê agora que a última entrada se verifique às 17 horas, uma hora mais cedo do que anteriormente.

O acesso ao local só se fará mediante compra prévia do bilhete no site ou na Loja Interativa de Turismo — os bilhetes já estão disponíveis. Ao chegar aos Passadiços, os visitantes terão de autorizar a medição da sua temperatura e de proceder à higienização das mãos, sendo aconselhados a que se façam “acompanhar de um doseador de álcool gel para higienização das mãos ao longo do percurso”.

Para diminuir o risco de contágio através de superfícies, num passeio que pode durar até várias horas consoante o ritmo de caminhada e a frequência de paragens, a autarquia aconselha ainda que se tente quando possível “evitar o apoio nos corrimões” existentes ao longo da estrutura.

O uso de máscaras está recomendado em três situações: “aquando da validação dos bilhetes à entrada e saída dos Passadiços, no acesso às instalações sanitárias e em caso de eventual interação com terceiros”.

A Câmara de Arouca pede ainda a que a estrutura não seja visitada por cidadãos que estejam “doentes, em contacto com pessoas diagnosticadas com Covid-19 ou que residam ou trabalhem em áreas onde a transmissão comunitária do vírus tenha estado ativa nos últimos 14 dias”.

Quanto à nova ponte do percurso, a 516 Arouca, que vai complementar os Passadiços do Paiva e está anunciada como a maior do mundo em formato suspenso, a presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, disse à Lusa que se encontra “em fase final de construção e está a ser concluída a montagem dos tabuleiros”.

Os Passadiços do Paiva percorrem 8,7 quilómetros de um troço incrível, num passeio intocado e rodeado de natureza selvagem, na margem esquerda do Rio Paiva, numa zona conhecida como a Garganta do Paiva, concelho de Arouca, distrito de Aveiro.

Ali, encontra águas bravas, cristais de quartzo e várias espécies em extinção na Europa. Passa pelas praias fluviais do Areinho e de Espiunca, encontrando-se, entre as duas, a praia do Vau. Segue por pontes suspensas, pequenos lagos de água nas rochas, muitas sombras, a natureza no seu estado mais puro.

Foto da Passadiços do Paiva.

A partida é feita do Areinho – Espiunca, a partir de onde encontra, pela frente, quase nove quilómetros, sempre em frente. O percurso pedonal é feito em estruturas em madeira de pinho, que estão assentes em ferro implantado nas rochas.

O nível de dificuldade é considerado alto, devido sobretudo a acentuados desníveis: há zonas para subir e descer escadas, três troços de terra batida e a duração média é de cerca de 2h30 para cada lado.

Além da sua óbvia e incrível beleza natural, o percurso ainda passa por vários Geossítios: Garganta do Paiva (G36); Cascata das Aguieiras (G35); Praia Fluvial do Vau (G30); Gola do Salto (G31) e Falha de Espiunca (G32).

Inaugurado em junho de 2015, o caminho não tem tido uma história fácil: a 11 de agosto de 2016, um incêndio atingiu os Passadiços do Paiva, e destruiu 700 metros.

O acontecimento obrigou a encerrar metade do trajeto (de oito quilómetros passou para quatro) e, durante vários meses, os visitantes foram obrigados a ficar pelo caminho. Em setembro de 2015, noutro incêndio, já cerca de 600 metros haviam sido destruídos.

Mas o troço reabriu, os passadiços foram recuperados e têm sido sempre melhorados. Após o primeiro fogo, o projeto sofreu algumas alterações e foram criadas normas mais restritas para os visitantes deste Património Geológico da Humanidade, segundo a UNESCO. E para breve está prometida a nova ponte suspensa, com 460 metros. 

valor de entrada para os Passadiços do Paiva é de 2€ por pessoa. As crianças até aos dez anos não pagam. Os bilhetes já estão disponíveis.