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Portugueses presos na gruta em Espanha foram resgatados e saíram pelo próprio pé

Depois de várias horas de incerteza, os quatro espeleologistas saíram da gruta. Estão todos bem.
Estão na gruta desde a manhã de sábado.

Os quatro portugueses que estavam presos na gruta espanhola de Cueto-Coventosa, na região da Cantábria, desde a manhã de sábado, 19 de outubro já foram resgatados.

Os quatro são espeleólogos experientes — especialistas no estudo das cavidades naturais, como grutas e cavernas. Depois de saírem, pelo próprio pé, referiram que a sua experiência ajudou nestas longas horas.

Os portugueses encontravam-se a trabalhar, quando a chuva fez com que o nível da água subisse e ficassem presos. A equipa de socorro, encontrava-se no local desde a noite de domingo.

“A única preocupação foi a preocupação que estávamos a causar nos nossos familiares e amigos”, referiu um dos espeleólogos à saída. “Nós estávamos bem e não podíamos avisar”, acrescentou.

“Nós estamos bem, tanto [do ponto de vista] físico como emocional”, acrescentou. O português disse ainda, em declarações à SIC Notícias, que não tiveram frio, uma vez que “estavam preparados para isso”.

Assim que os quatro portugueses, que fazem parte de um grupo de sete espeleólogos do Clube de Montanhismo Alto Relevo de Valongo, região do Porto, foram encontrados, entrou na gruta uma médica da equipa de socorristas para confirmar o seu estado de saúde.

“A única dificuldade de toda a operação foi termos de esperar que a força da corrente e o nível das águas baixasse”, explicou Martín González Hierro que estimou em “mais uma hora” o tempo até que saia o último dos espeleólogos.

“Trata-se de uma galeria problemática que é muito conhecida dos espeleólogos que fica vedada dos dois lados quando a água sobe”, explicou esta manhã um dos três membros do grupo de portugueses que ficou no exterior, acrescentando tratar-se de uma “situação normal que acontece muitas vezes”.

Os espeleólogos estavam equipados com todo o material necessário para ficarem dentro da gruta durante vários dias a dormir, se fosse necessário.