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Os novos trilhos de Monsanto abrem este sábado

O anúncio da intervenção nos trilhos do parque florestal de Lisboa criou uma reação forte nos caminhantes. A partir de sábado, já pode conhecer os novos trilhos e ver por si.

Foto dos trilhos, da CML.

Foram reabilitados e recuperados no âmbito do Orçamento Participativo de Lisboa, criaram polémica por causa de algumas das opções face à sua recuperação e agora estão prontos a estrear e com data de inauguração marcada: a 19 de maio, reabrem os trilhos de Monsanto.

A inauguração oficial vai acontecer no âmbito das celebrações do Dia Internacional da Biodiversidade, que este ano acontecem no Parque Florestal de Monsanto, no próximo sábado e domingo.

Na página do facebook do evento tem todas as informações e inscrições nas atividades em que tal é necessário, mas os festejos de dois dias incluem percursos guiados, ações de voluntariado para a conservação do Parque, dia de campo e a abertura dos trilhos. A 26 de maio há mais atividades, incluindo yoga e exposições de fotografia.

Os trilhos de Monsanto foram recuperados no âmbito do Orçamento Participativo da Câmara Municipal, que viu vencer um projeto para a recuperação dos caminhos já existentes e a construção de novos, bem como a implementação de sinais e a produção de material informativo para dar apoio à circulação. Segundo a autarquia, está ainda previsto o projeto para um viaduto pedonal e ciclável sobre a estrada de Monsanto, que vai ligar duas grandes manchas do parque florestal.

Em janeiro deste ano, quando a câmara publicou, na sua página de facebook, a informação de que os trilhos iram ser reabilitados, as reações foram imediatas e nem todas positivas.

Uma das questões criou mais indignação foi a da colocação de gravilha nestes trilhos, o que levou mesmo à criação uma petição pública que defendia que a medida poderia gerar problemas a médio prazo e comprometer a circulação no parque.

Na ocasião, o Engenheiro Fernando Louro Alves, responsável pela intervenção, explicou à NiT que o descontentamento se devia em parte à falta de conhecimento global sobre o projeto, e que muitos dos caminhos existentes já eram em brita. Outros estavam degradados e a obra pretendia, defendeu então, criar um pavimento preparado para receber os caminhantes, sem afetar a natureza e até mesmo tirando o máximo partido dela.

“A natureza e os espaços são para se usar respeitando e não degradando”, acrescentou, referindo-se ao facto de os caminhantes não utilizarem proteções de borracha nos seus bastões com ponta de titânio e às velocidades a que os ciclistas circulam, o que danifica o solo.