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O Airbnb das piscinas chegou à Europa — e as coisas nunca mais serão iguais

Os clientes estão felizes e os proprietários ainda mais — eles chegam a fazer 1300€ por mês.

É um sonho tornado realidade, basicamente.

Quantas pessoas em Portugal passam diariamente por esta situação: naqueles dias mais quentes, depois do trabalho, nos fins de semana ou folgas, só lhes apetece dar um mergulho mas não têm uma piscina para onde ir. As piscinas de condomínios têm regras restritas, as públicas estão lotadas e as de hotéis são muito caras. E pronto, só resta desistir.

Mas há uma plataforma que vai mudar tudo isso e que está a salvar milhares de pessoas em França. É, portanto, só uma questão de tempo até chegar a Portugal. 

O Airbnb das piscinas chama-se Swimmy, e foi criado precisamente à imagem do modelo norte-americano de aluguer e partilha de casas para alojamento local. Aqui, o que se aluga são as piscinas, as suas sombras, as suas águas, o seu impagável refrescamento, com a plataforma a ligar os interessados aos proprietários, permitindo marcar o serviço pelo tempo que quiser. Pode fazer marcações para uma manhã, uma tarde, o dia todo ou uma noite. Pode ainda incluir o jacuzzi, se existir, ou o churrasco.

Les vacances arrivent à leurs fin ! 😱☀️Venez profiter des piscines de www.swimmy.fr avant de prendre la route et faire vos achats de rentrée ! 🤓🌴 #piscineprivée #swimmytime🤩 #lesvacancesnesontpasfinies 👊

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A pequena startup já se tornou num sucesso milionário e reformulou o verão das principais cidades francesas em menos de um ano. O serviço foi lançado em julho de 2017 em Paris. Agora, tem mais de 16 mil utilizadores naquele país.

A plataforma funciona exatamente como a de um alojamento local. Basta entrar no site e inserir o local e as datas que pretende. Depois é só esperar pelas sugestões, ordenadas por preços, com características, avaliações, etc. Mas atenção: aqui só pode alugar a piscina, não a residência. A maioria dos clientes pretende apenas ficar durante meio dia.

Os valores variam entre 12€ a 60€ por pessoa por meio dia. Os miúdos normalmente pagam menos de metade. O site fica com 10% de custos operacionais.

Raphaelle de Monteynard, de 32 anos, a criadora e fundadora da plataforma, diz que os proprietários podem ganhar facilmente entre 1000 a 1300€ por mês e reside aí a genialidade do conceito: é que, além de permitir ao cidadão comum desfrutar da piscina dos outros, também dá a oportunidade de reduzir os custos para os donos, que são normalmente muito elevados.

Esta semana, a Swimmy é notícia em todo o mundo porque planeia fechar o mês de agosto com um lucro recorde de 150 mil euros. A sua criadora espera chegar um dia aos 2,5 milhões de piscinas em França.