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Metro de Lisboa cria rede solidária online onde todos podem doar

A ideia surgiu após os incêndios de outubro do ano passado para ajudar quem perdeu tudo a recuperar um pouco.

Há pedidos tão simples como uma bicicleta.

Todos temos em casa coisas de que não precisamos: brinquedos a mais, eletrodomésticos que no fundo nunca usamos, ofertas que nunca tiramos da caixa. O Metropolitano de Lisboa decidiu associar-se à Create IT e criar uma plataforma online, onde todos podem doar bens e serviços e onde entidades se podem inscrever para registar as suas necessidades e os receber.

Chama-se a REDE e define-se como um marketplace solidário. A ideia surgiu numa parceria do Metropolitano de Lisboa e a Create IT, em outubro de 2017, na sequência dos incêndios que assolaram a região centro do País. Nasceu com um desafio lançado ao Município de Oliveira do Hospital, para que a autarquia ajudasse a sinalizar os casos mais problemáticos.

Agora, o Metro quer alargar esta sua rede e pede por isso ajuda a trabalhadores, clientes, no fundo, a todos os que queiram participar.

O acrónimo REDE quer dizer Renascer, Erguer, Dedicar, Envolver e é, assim, um mercado solidário que pretende ligar, de forma digital, os doadores (toda a comunidade, sejam particulares ou entidades coletivas, públicas ou privadas) e as entidades beneficiárias (como autarquias, IPPSS, ONGs). As entidades registam na plataforma os bens e serviços necessários à população que auxiliam, permitindo o cruzamento da informação das necessidades sentidas, de bens e de serviços, com as potenciais doações, livres a todos.

A plataforma surgiu apenas no contexto de apoio à reconstrução das áreas atingidas pelos incêndios, mas pretende-se agora que mais concelhos entrem na REDE, registando as suas necessidades, tendo, para tal de efetuar o pedido de adesão através do email info@nullredesolidaria.pt.

O Metro explica que o aumento de entidades beneficiárias e doadoras, mesmo fora do contexto inicial do projeto, traz uma ambição de crescimento da plataforma para uma dimensão nacional, como uma ferramenta “quer nos cenários de pós-catástrofe, quer no quotidiano”.

Os artigos têm de estar funcionais e ter uma qualidade mínima e se espreitar esta REDE já consegue ver como pode ajudar: desde mesas para Oliveira do Hospital, como frigoríficos para uma família com carências em Barcarena. Há já registos a pedir bicicletas, bolas, e está criado o espaço para objetos como roupa ou brinquedos de criança, embora ainda não estejam registados pedidos neste sentido.