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Na cidade

Medidas do estado de emergência terão de ser prolongadas, diz António Costa

Sobre a Páscoa, o primeiro-ministro reiterou que as "pessoas não podem ir à terra" — nem ao Algarve, claro.
A contenção é para manter.

O primeiro-ministro deu a garantia esta segunda-feira, 30 de março: com sem renovação formal do estado de emergência, vai ser preciso prolongar as medidas que têm vindo a ser adotadas. A contenção está, para António Costa, a revelar-se eficaz, mas o País não pode vacilar na curva. 

Em declarações aos jornalistas na nova unidade de apoio hospitalar à pandemia da covid-19 da Câmara e da Universidade de Lisboa, e citado pela Lusa, o líder do executivo lembrou que o Presidente da República é quem “tomará esta semana a iniciativa de renovar ou não o estado de emergência”, dando nessa altura o governo a sua opinião a Marcelo Rebelo de Sousa. Depois haverá, novamente, “uma decisão da Assembleia da República”.

“Creio que, sem fazer futurologia, o que é expectável é que, sabendo nós que temos tido sucesso felizmente em baixar o pico desta pandemia — ou seja, o momento em que o maior número de pessoas estará infetado — mas ao mesmo tempo prolongando a duração desta pandemia, isto significa que vamos ter que prolongar também as medidas que têm vindo a ser adotadas, com estado de emergência ou sem estado de emergência”, frisou.

Em relação às festividades que se aproximam, o primeiro-ministro deixou claro que “vai ter que ser mesmo uma Páscoa diferente” e que as “pessoas não podem ir à terra”, nem podem ir ao Algarve, não podendo as famílias celebrar esta quadra festiva “todas reunidas”. É um sacrifício “essencial para nos salvarmos a todos”, sublinhou António Costa.

Segundo o novo boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado esta segunda-feira, o número de casos confirmados continua a aumentar em Portugal. Nas últimas 24 horas, houve registo de mais 442 infetados, subindo o número total para 6408: o que representa um aumento de apenas 7,5%.

Os dados divulgados esta segunda-feira, 30 de março, avança também que mais de 11.482 mil pessoas estão sob vigilância e outras 4485 aguardam os resultados das análises laboratoriais. O documento regista, ainda, 32.953 casos não confirmados.

Nas últimas 24 horas subiu novamente o número de vítimas mortais: há neste momento 140 mortes provocadas pelo novo coronavírus no nosso País. No domingo, dia 29, eram 119.

A região norte continua a ser a mais afetada pelo novo coronavírus (3801), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (1577). O centro do País soma agora 784 casos; o Alentejo fica nos 45 (a região menos afetada); e o Algarve aumenta para 116. Já o arquipélago dos Açores tem 41 infetados, enquanto que na Madeira há 44 doentes. O número de pessoas recuperadas mantém-se nos 43.

Até ao final da manhã desta segunda-feira, confirmam-se mais de 732 mil casos de Covid-19 em todo um mundo, assim como 34.018 mortes e 152.042 pessoas recuperadas.