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Martim Moniz vai ter um “mercado de fusão” com dezenas de lojas

Novos contentores vão empregar cerca de 250 pessoas. A polémica em torno da construção tem sido crescente.
Obras já arrancaram.

A ideia é ser um “mercado de fusão”, capaz de juntar um talho, uma loja de venda de frutas e legumes e, ainda, cabeleireiros e estúdio de tatuagens. Será também “virado para as família” e um espaço para realizar “eventos com as comunidades locais”, como a celebração do novo Ano Chinês, a festa do fim do Ramadão ou o Bollywood Holi.

Estas ideias são de José Pinto Rebelo, um dos sócios da empresa que quer levar para a frente este projeto na praça do Martim Moniz, em Lisboa, citado pelo jornal “Público“.

O debate em torno da construção tem sido aceso animado. Na semana passada, houve um cordão humano na praça em protesto contra o projeto — os manifestantes preferiam um jardim. Em resposta, no sábado, 9 de fevereiro, realizou-se um encontro “com artistas e amigos da praça” promovido pela Moonbridge, empresa responsável pela obra.

Polémica à parte, Rebelo adiantou nesse mesmo sábado ao Público que já houve algumas alterações feitas ao projeto inicial, como tornar os contentores mais verdes — feitos com materiais biodegradáveis — e colocar bancos para que quem ali passa se possa sentar sem ter forçosamente de consumir qualquer coisa. A Moonbrigade decidiu também recuar na ideia de fechar o espaço durante a noite.

O responsável referiu também que existe a possibilidade de ser construído um jardim e um espaço infantil no mesmo local.

“Já mostrámos o nosso interesse em colaborar com a câmara e investir num espaço verde e num espaço infantil”, disse José Pinto Rebelo, sublinhando que a concessão ocupa apenas 28 por cento do espaço. 

O mercado de contentores vai criar entre 250 a 300 postos de trabalho, estimando-se a abertura de 30 a 50 novas lojas. 

Entre as novidades está também uma parceria com a galeria Underdogs e a colocação de duas peças de artistas plásticos conceituados. Uma do português Bordallo II; a outra do brasileiro Kobra.  

Seja como for, a verdade é que o projeto dos contentores ainda não foi aprovado pela Câmara de Lisboa.