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Na cidade

Mais de 40 associações exigem posição de Portugal em relação à Amazónia

Querem que algo seja feito em relação aos “crimes contra a humanidade e o planeta” no Brasil.
O cenário é este.

As mesmas associações que marcaram para segunda-feira, 26 de agosto, uma concentração pela Amazónia em Lisboa, exigem um posicionamento de Portugal em relação ao que se está a passar no Brasil.

No total, 42 associações, entre elas o Fórum Indígena de Lisboa, a Habita, o SOS Racismo, a Casa Ninja Lisboa, a Panteras Rosa, GAT-Grupo de Ativistas em Tratamentos e a Consciência Negra, falam de “crimes contra a humanidade e o planeta”.

Apelam também “ao boicote de todos os produtos provenientes do agronegócio brasileiro e ao cancelamento da vinda de Jair Bolsonaro a Portugal” no início de 2020.

Além disso, defendem a entrega dos territórios indígenas aos seus povos, demarcando as suas terras e fiscalizando essas demarcações “contra as invasões ilícitas de madeireiros, garimpeiros e tentativas de grilagem [falsificação de documentos para ilegalmente tomar posse de terras devolutas ou de terceiros]”.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta, sendo considerada o “pulmão do mundo”. Há mais de 15 dias que está em chamas.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) brasileiro anunciou que a desflorestação da Amazónia aumentou 278 por centro em julho, em relação ao mesmo mês no passado.