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Para já os bombeiros não precisam de mais medicamentos e comida

Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses apelou esta segunda-feira para que sejam suspensas as doações.

Foto de Marvin Kennedy/Flickr

Foi uma das maiores catástrofes nacionais das últimas décadas. Este sábado, 17 de junho, deflagrou um incêndio em Pedrógão Grande que já tirou a vida a 61 pessoas e deixou 135 pessoas feridas — 121 civis, 13 bombeiros e um GNR. Os números são dramáticos, mas a onda de solidariedade que se gerou foi impressionante. De repente toda a gente quis ajudar — fosse de que maneira fosse.

Faltavam garrafas de água e barras energéticas, as pessoas mobilizaram-se. Depois foram as compressas e o biafine que começaram a escassear, e o mesmo aconteceu. Neste momento, e graças ao apoio e contributo de todos os que quiseram ajudar — e que foram tantos, felizmente —, as necessidades dos bombeiros estão cobertas.

“Agradecemos do fundo do coração mas não recolham mais alimentos para entrega enquanto não houver uma nova comunicação da Liga dos Bombeiros Portugueses, caso volte a haver necessidade”, disse Jaime Marta Soares, presidente da Liga, esta segunda-feira, 19, à Lusa, cita o “Diário de Notícias”.

Os stocks estão lotados nos três quartéis de bombeiros de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos. Até novo pedido, o ideal é suspender as doações — até porque o excesso de dádivas pode tornar-se um problema, causando dificuldades de logística.

Neste momento, mais de dois mil bombeiros combatem fogos no centro do País. 

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