Back in Town

Há um novo livro sobre lugares abandonados incríveis

Paulo Santos tem cerca de 25 mil fotografias e selecionou as 81 melhores para o “PROJ3CT Urbex”, que está disponível para pré-venda. A NiT falou com o fotógrafo para descobrir as melhores histórias.

Esta fotografia foi tirada na cidade abandonada de Pripyat, em Chernobyl.

“Para muitos de nós edifícios abandonados são, tão só, coisas feias e velhas às quais não damos qualquer atenção. Contudo, para os caçadores de sítios abandonados cada edifício é uma caixa de pandora pronta a ser aberta com histórias diferentes para contar”, começa por dizer Paulo Santos, 42 anos, no início do seu livro “PROJ3CT Urbex“. É lá que mostra 81 fotografias das suas mais de 25 mil de lugares abandonados.

Embora seja licenciado em Antropologia e, atualmente, esteja a frequentar o doutoramento em Antropologia da Imagem, a sua grande paixão é a fotografia. Por isso, quando foi convidado pela editora Alma Lusa para apresentar o seu trabalho em livro não hesitou.

Desde 2002, já visitou 50 países. No “PROJ3CT Urbex”, apresenta fotografias captadas em Portugal, Bélgica, Luxemburgo, Marrocos e Ucrânia. No total, são 104 páginas com as suas fotografias favoritas a cores.

No novo livro de lugares abandonados, as páginas estão cheias de fotografias e nenhum texto. O objetivo é “preservar os locais e que as fotografias falem por si”.

Por serem fotografias em lugares abandonados, Paulo Santos reconhece que é mais difícil conseguir a fotografia perfeita. Em entrevista à NiT, revelou que a falta de eletricidade e o facto de muitas portas e janelas estarem fechadas não facilitam em nada. Além disso, muitas vezes, há entulho no chão e tetos quase a desabarem.

O local que mais gostou de fotografar foi em Portugal. “É uma casa que fotografei no início do ano em Treixedo, no concelho de Santa Comba Dão, e que ardeu nos incêndios deste ano. Só sobraram as paredes. Gostei muito dela porque tinha detalhes antigos, talvez com mais de 100 anos, já que tinha uma capela privada. Na imagem aparece um piano e cadeiras azuis que criaram o ambiente perfeito para este tipo de fotografia, conta.

A fotografia favorita do fotógrafo.

Fora do País, destaca uma fotografia que tirou no parque de diversões da cidade abandonada de Pripyat em Chernobyl, Ucrânia.

Quanto à fotografia mais difícil de conseguir, Paulo Santos relembrou o momento em que tentava fotografar um sótão de uma casa que tinha um triciclo esquecido e muitas teias. “Só consegui tirar duas ou três fotografias e, felizmente, ficaram bem.”

Entre casas abandonadas, só se lembra de ter apanhado um susto uma vez, quando entrou numa casa que tinha sem abrigo alojados. No entanto, depois de passar a desconfiança, até mostraram a casa ao fotógrafo.

No “PROJ3CT Urbex”, as fotografias mais antigas têm cerca de dois anos mas 80 por cento foram captadas ao longo deste ano. O livro custa 30€ e está disponível online para pré-venda.

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