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Há mais de mil novos alojamentos locais em Lisboa — só no último mês

Lei que pretende proteger os bairros mais sobrecarregados entra em vigor em outubro e tem provocado uma autêntica "corrida" aos registos. 

Os bairros históricos são os mais procurados.

A nova lei do alojamento local deverá limitar a criação de novos espaços, e apesar de só entrar em vigor a 21 de outubro já se está a fazer sentir. É que em pouco mais de um mês — entre 17 de julho e 23 de agosto — foram feitos 1.108 registos de alojamento em Lisboa, mais do dobro do número durante o mesmo período do ano passado, de acordo com o jornal “Diário de Notícias“. 

A corrida aos registos tem um explicação simples. Enquanto a nova lei não entrar em vigor. os proprietários continuam a aproveitar as condições mais favoráveis, como por exemplo, ficar abrangido pela moratória de dois anos, que só permite o aumento do condomínio dois anos depois da assinatura do contrato.

Em outubro, são esperadas medidas muito mais restritivas. Uma das grandes alterações provocada por esta lei é a criação de áreas de contenção dentro dos municípios, onde se prevê a fixação de quotas máximas de concessão para a atribuição de licenças. 

Dessas áreas a serem limitadas fazem parte os bairros históricos da capital, os que são mais pressionados por este fenómeno e que, portanto, devem ser protegidos. Alfama, Mouraria e Castelo são os primeiros três a pertencer à lista, que em breve será aumentada. 

Um dos locais onde este aumento é mais visível é na freguesia de Santa Maria Maior. Aqui, há cerca de 3.666 unidades destinadas a turistas e em pouco mais de um mês, os números aumentaram 10%. Cerca de um terço dos novos registos concentram-se precisamente em Alfama, Castelo e Mouraria.