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Governo e empresa garantem: o passe único vai ser válido na Fertagus

Entidades reagem a notícia que avançava que quase 70 mil pessoas podiam ficar de fora do passe com um valor máximo de 40€.
Fertagus deverá ter passe único.

A notícia foi confirmada há dias: o passe único de transportes chega já a 1 de abril. A partir dessa data, passam a existir apenas dois tipos de passe nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, podendo os seus utilizadores alternar entre os vários transportes, públicos e privados, por um custo de 30€ a 40€. No entanto, na sua edição desta quarta-feira, 20 de fevereiro, o “Diário de Notícias” adianta que “ainda não está confirmada” a inclusão da Fertagus no sistema “que promete ser a maior mudança no âmbito da mobilidade do País”. O Governo e a empresa já reagiram.

Em comunicado conjunto, emitido ao início da tarde de quarta-feira, a Área Metropolitana de Lisboa, a Fertagus e o governo, enquanto concedente daquele serviço ferroviário, garantiram que têm “vindo a trabalhar em conjunto, desde a primeira hora, para que seja possível incluir o serviço da Fertagus (na sua totalidade, entre Lisboa e Setúbal) nos passes metropolitanos e municipais, que entrarão em vigor a partir de abril”.

O mesmo texto garante que o modelo “está neste momento numa fase de formalização com as diversas entidades envolvidas”.

Está, portanto, “previsto que o passe metropolitano seja válido na Fertagus”, concluem AML, governo e operadora.

À “TSF“, fonte da Fertagus acrescenta ainda que a empresa “tem tudo preparado para que no dia 1 de abril os 70 mil clientes da empresa possam usufruir do passe”.

A notícia do “DN” citava uma fonte do governo a dizer que, nas negociações finais da implementação do passe único, o objetivo era “incluir a Fertagus” mas que isso iria “depender das negociações que estão a decorrer. Mas, para já, não é certo”, dizia a mesma.

A empresa, que explora a ligação ferroviária entre as duas margens do Tejo pela Ponte 25 de Abril, é responsável pelo transporte diário de 70 mil pessoas, as mesmas que pagam atualmente até 120€ e que poderiam assim ser defraudadas, no caso de falta de entendimento, relativamente ao acesso ao valor máximo de 40€.

A partir de 1 de abril passam a existir apenas dois tipos de assinatura mensal até 40€. Segundo o “DN”, no caso da capital, quem utilizar apenas os transportes em Lisboa pagará 30€ e quem vier de fora da cidade 40€. Em qualquer dos casos vai ser possível utilizar todas as ligações disponíveis na rede, que inclui 18 municípios, independentemente da empresa a que está concessionada essa linha abrangida pelo passe.

Os miúdos até aos 12 anos não pagam e prevê-se ainda que as famílias que comprem mais do que um passe não ultrapassem os 80€.

Os estudantes, reformados e carenciados continuam a ter descontos entre os 25 e os 60 por cento.

O financiamento para estas áreas metropolitanas e respetivos municípios rondou os 104 milhões de euros, sendo que Lisboa foi a cidade que recebeu a maior fatia (73 milhões de euros do Fundo Ambiental do Estado). É na capital portuguesa que se encontra o maior número de utilizadores de transportes públicos: 464 mil. No Porto, há 177,5 mil.

O principal objetivo desta verba é aumentar os “padrões de mobilidade da população, com vista à redução de emissões nos transportes”, pode ler-se no diploma publicado em Diário da República no passado dia 5 de fevereiro.