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Festival Iminente acusado de deixar esgotos a céu aberto em Monsanto

A denúncia foi feita por um atleta que estava a andar de bicicleta pelo parque de Lisboa. A Câmara diz que o problema está a ser tratado.
O festival decorreu até este domingo/ Foto de Iminente.

O Festival Iminente decorreu até este domingo, 22 de setembro, junto ao Panorâmico de Monsanto, em Lisboa. Pelo evento passaram artistas como Common, Mayra Andrade, DJ Marfox ou Papillon. Acabada a festa, ficou um esgoto a céu aberto pelo parque. Nas traseiras do principal edifício onde tudo aconteceu havia dejetos, material de cozinha e vários objetos de plástico.

A denúncia foi feita por Frederico Nunes, que estava a andar de bicicleta em Monsanto, e partilhada este domingo, 22 de setembro, por MC Somsen. No vídeo, o atleta revelou que o cheiro era insuportável e que as alegadas descargas de casas de banho, e não só, estavam a ser feitas para as traseiras do Panorâmico de Monsanto.

Descargas do lixo e das casas de banho do Festival Iminente em Monsanto este fim de semana deixaram o pulmão de Lisboa nesta imundice? Aparentemente sim. O cidadão Frederico Nunes fez a denúncia.

Publicado por MC Somsen em Domingo, 22 de setembro de 2019

“O espaço lá em cima está ao abandono, não tem casas de banho nem condições sanitárias para realizar um evento de grande magnitude. Isto é uma cascata que vem desde lá de cima”, disse Frederico Nunes no vídeo. O atleta tentou no domingo falar com alguém responsável pelo evento, mas não conseguiu entrar no recinto.

Outro vídeo, partilhado por Pedro Santana este domingo, 22 de setembro,  no Facebook, mostra o mesmo cenário que Frederico Nunes revelou. Na publicação, o autor disse que fez queixa à divisão de trânsito da PSP, que se encontrava perto do local.

À NiT, a organização do Festival Iminente prometeu reagir oficialmente ao vídeo, mas adiantou que considerava estas alegações “falsas” e que ainda estava a apurar o que tinha acontecido.

Entretanto, a Câmara Municipal de Lisboa, que co-produz o evento, lançou um comunicado em que explica a situação. Segundo a autarquia, e ao contrário do que alegou o ciclista, não está relacionado com as casas de banho — o problema foi a rutura de um coletor público.

“Foi detetada ontem, cerca das 14 horas, a existência de uma rutura num coletor público, com a presença de resíduos e de um forte odor junto da encosta circundante ao parque de estacionamento”, escreveu a autarquia.

“Uma equipa da CML iniciou, ontem mesmo, os procedimentos para limpar o terreno através da remoção das terras afetadas, que se encontram numa zona de difícil acesso, garantido que não há qualquer impregnação e contaminação do solo. Ao contrário do que tem sido referido, a presença de resíduos no terreno não está ligada ao uso das casas de banho, que são respeitadoras das mais elevadas normas ambientais, certificadas pela CML. Os serviços de saneamento da CML estão, neste momento, a analisar as causas para a rutura do coletor, que tinha sido alvo de uma vistoria a 10 de agosto de 2019 — a anteceder a realização do Festival.”