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A nova Feira Popular de Lisboa, afinal, só deve chegar em 2021

Os prazos estão a ser ultrapassados, os concursos atrasados. Tudo indica que a gigante reabilitação de Carnide vai mesmo acontecer, mas a grande questão é quando.

Carnide (e o País) à espera.

Já lá vão 15 anos desde que fechou, mas parece que foi ontem. Todos anos, milhares de pessoas de todo o País visitavam a Feira Popular de Lisboa e andavam nos seus carroceis, do Loop à Lagarta, na Roda Gigante, na Casa dos Espelhos e do Terror, nos póneis, no Poço da Morte, na Montanha Russa, nos carrinhos de choque, ou na Bailarina; ou iam simplesmente passear, ver os concertos nos palcos e jantar —  normalmente sardinhas e bifanas.

Desde que se soube, em 2015, que a Feira Popular de Lisboa ia finalmente voltar, muitos começaram a contar os dias para a data marcada para o seu regresso  — inicialmente, 2018 foi o apontado.

No entanto, no final do ano passado, foi afinal revelado que o Parque Verde da Feira Popular em Carnide, a mega área arborizada que a vai acolher, deveria abrir em 2018, mas que para a feira propriamente dita ainda não havia data certa.

Agora, e segundo a Junta de Freguesia de Carnide (onde a nova Feira irá nascer), o projeto estará de tal maneira atrasado que mesmo o Parque Verde só deverá estar pronto para o ano — e a feira, acredita o presidente da junta, nunca antes de 2021.

Ao jornal dedicado à cidade “O Corvo“, Fábio Sousa explicou que concurso público para a construção da zona de diversões da Feira Popular ainda nem sequer terá sido lançado. “Não é um verdadeiro mar de rosas, como tem sido publicitado. Há prazos que foram largamente ultrapassados, acho que se vai fazer render o peixe. O ano de 2018 praticamente passou, só em 2019 é que teremos parque verde. A Feira Popular deve estar concluída em 2021”, disse o presidente da Junta de Freguesia de Carnide.

O jornal adianta que as obras de requalificação na zona envolvente da estação de metro da Pontinha, na freguesia de Carnide, estão praticamente concluídas, o que já gerou elogios dos utentes —  embora Fábio Sousa critique o atraso na construção do parque de estacionamento dissuasor para aquela parte da cidade, prometido também pela autarquia. 

Quanto ao Parque Urbano da Pontinha, a tal área verde de 20 hectares onde nascerá a nova Feira Popular, apesar de prometida para este ano, ainda não arrancou. Aliás, só em agosto foi conhecida a vencedora da empreitada. Este Parque Urbano inclui o Parque Verde e um Jardim dos Professores e a obra agora atribuída tem um prazo de execução de oito meses.

O concurso da Feira propriamente dita, ainda não foi lançado.

A Feira Popular de Lisboa abriu em 1943 e fechou em 2003, depois de ter funcionado em locais como Palhavã e Entrecampos e de ter marcado várias gerações em todo o País.

No final de 2015, a autarquia anunciou que a Feira Popular iria voltar, inserida num parque urbano de 20 hectares em Carnide e que ficaria pronta em 2018, sendo o resultado de um investimento de aproximadamente 70 milhões de euros. Espera-se que o número de visitantes, só no primeiro ano, ronde os 800 mil.