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Na cidade

Famílias portuguesas querem descontos da luz e gás por causa do teletrabalho

Cresce a preocupação daqueles que estão em casa, face ao aumento dos gastos e diminuição dos rendimentos.
Mais despesas.

Pais em casa, filhos em casa, teletrabalho, teleaulas. As despesas de luz, água e gás das famílias que estão em isolamento para tentar conter a pandemia do novo coronavírus vão aumentar — é um facto inevitável. E, por isso, o apelo é cada vez maior: vai ser preciso ajuda das empresas.

Segundo o “Dinheiro Vivo”, com o estado de emergência em vigor, muitos são os pedidos de informação que têm chegado à Associação de Defesa do Consumidor; e a preocupação com a a eventualidade de as pessoas não terem dinheiro suficiente para pagarem todas as faturas é crescente.

A coordenadora do Gabinete de Apoio ao Sobrendividado reconhece que, além de estarem em casa e terem mais gastos, algumas famílias têm rendimentos diminuídos com a situação, e que tudo isto lhes causa uma  “grande angústia pela possibilidade de ficarem sem acesso à água e à eletricidade”.

Até a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos veio já recomendar cuidado no tratamento destas situações, e há concelhos, como Castelo Branco, Constância, Leiria, Maia, Sintra ou Funchal, entre outros, que já anunciaram medidas diversas neste sentido.

O gabinete espera que estes exemplos tenham efeito de contágio noutros municípios, até porque do lado das fornecedoras não há, por enquanto, novidades: a maioria foca-se apenas na suspensão dos cortes e na disponibilidade para flexibilizar prazos e meios de pagamento das faturas.