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Estacionamento pago nas praias da Arrábida só começa em julho

O “Arrábida sem Carros” foi apresentado e avança com os cortes de trânsito, estacionamento pago e melhorias nas praias. Porém, se os cortes começam a 1 de junho, já o parque pago só arranca um mês depois.

O Portinho.

A Câmara de Setúbal apresentou formal e publicamente, esta quinta-feira, 17 de maio, o seu programa “Arrábida sem carros”: um plano que também é um lema, para melhorar as condições de acesso e segurança das praias da margem direita do rio Sado. O programa e o corte de trânsito arrancam já no próximo dia 1 de junho, mas há uma novidade: o estacionamento pago ainda vai esperar.

A notícia surgiu primeiro em abril deste ano, quando se soube que, depois de em 2017 a GNR rebocar e multar centenas de carros perto das praias setubalenses, a Câmara Municipal tinha decidido que iria cortar o trânsito nos acessos às praias da Arrábida, entre Figueirinha e Creiro, durante toda a época balnear de 2018. 

Tal implica que, a partir de 1 de junho, os veraneantes só poderão levar o carro até à praia da Figueirinha, onde encontrarão lugares de estacionamento pagos. Em abril, quando o projeto foi aprovado em reunião de câmara, a NiT fez as contas do que teria de gastar neste estacionamento no verão: a tarifa máxima diária, ou seja um dia inteiro, custará entre três e nove euros — o máximo — consoante seja semana ou fim de semana, pico do verão ou não.

Os preços começam nos 10 cêntimos por fração de 15 minutos na época mais baixa, à semana. Aos fins de semana e feriados na época mais baixa, cada fração custa 15 cêntimos e na época mais alta, aos dias de semana cada fração de 15 minutos é 20 cêntimos e aos fins de semana 25.

Surgiu de imediato uma petição, ainda em vigor contra o estacionamento pago, e foi agora formalizado o plano, que explica tudo.

Em primeiro lugar, e de acordo com a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, está prevista a proibição de circulação de viaturas particulares entre a praia da Figueirinha e o Creiro a partir do dia 1 de junho, mas a cobrança do estacionamento na Figueirinha, que deveria ter início no mesmo dia, só terá lugar no mês seguinte.

Isto devido ao regulamento ainda se encontrar em discussão pública e necessitar de aprovação da Câmara e da Assembleia Municipal. Segundo a autarca, em comunicado à NiT, o dinheiro cobrado no estacionamento é para incentivar a utilização de transportes públicos e evitar o estacionamento desordenado na Figueirinha, mas também para apoiar parte do investimento que é necessário para a zona.

Serão ainda criados sistemas de informação em tempo real, sobre a localização e disponibilidade de estacionamento nos parques de apoio às praias e sobre o esquema de circulação automóvel em vigor, com painéis instalados no final da Avenida Luísa Todi (zona poente) e no EcoParque do Outão.

Praias mais ordenadas e melhoradas, diz a câmara.

Quanto ao plano e às mudanças que ele traz para a zona em detalhe: em primeiro lugar, está prevista, já a partir de dia 1, a interdição total da circulação de automóveis ligeiros, nos dois sentidos, entre os parques de estacionamento da Figueirinha e do Creiro. O trânsito é, no entanto, permitido a transportes públicos, a veículos autorizados, de emergência e de duas rodas.