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O enoturismo está na moda — e a Condé Nast Traveler sugere o Alentejo

Viajar para regiões vinícolas, juntando os prazeres do vinho aos do turismo, alojamento e descoberta é uma tendência crescente.
Vale a pena experimentar.

É uma das maiores tendências de viagem para 2020 e Portugal, como começa a ser costume, aparece no grupo de topo. A “Condé Nast Traveler”, uma das mais conceituadas revistas de viagens do mundo, publicou um artigo onde classifica a região vinícola do Alentejo como um dos seis destinos a não perder no próximo ano. Cinco dos maiores especialistas em vinho nos Estados Unidos foram questionados sobre onde planeavam estar na sua passagem de ano e o Alentejo foi um dos eleitos.

Laura Ginnatempo, uma das autoras norte-americanas do artigo, visitou o Alentejo em 2017 e descreve a região como próxima de Lisboa e do Algarve, tendo inúmeros atrativos com destaque para o enoturismo.

Na revista, a especialista salienta a oferta heterogénea de excelentes castas, de brancos e tintos, produzidas com uvas autóctones tais como a touriga nacional, a aragonez e a alicante bouschet.

“O Porto e Vale do Douro são os destinos de vinho mais conhecidos em Portugal, mas o Alentejo, no sul do país, vale bem a pena: fica a apenas 1,5 horas de carro de Lisboa e a um caminho ainda mais curto das famosas praias rochosas do Algarve”, escreve a jornalista.

A publicação lembra ainda que o Alentejo tem algumas das mais incríveis vinícolas de design avançado de toda a Europa e dá exemplos: a Herdade do Freixo ou a Quinta do Quetzal.

A revista cita também Michele Gargiulo, sommelier do Jean Georges no Four Seasons Hotel, em Filadélfia, ao destacar outro espaço: a Herdade do Arrepiado Velho. “A qualidade é excelente e os preços são escandalosamente baixos”, diz o especialista.

De Itália a África do Sul

Quanto aos outros destinos mundiais para quem gosta de associar férias e escapadinhas a provas e experiências com vinhos, há mais cinco sugestões além do Alentejo: Lombardia, em Itália, fica “bem no centro do norte, não muito longe das lojas chiques e restaurantes elegantes de Milão” —porém com uma oferta e ambiente incríveis, escreve-se na revista.

Western Cape, na África do Sul, é “mais conhecida pelo sauvignon blanc, mas está também a fazer ondas com outros brancos de alta qualidade”.

Já Willamette Valley, no estado norte-americano do Oregon “não é um novato no mundo do vinho, mas tem liderado o caminho quando se trata de práticas vinícolas mais sustentáveis”.

Nesta lista não poderia faltar Sicília, em Itália, “de longe um dos lugares mais dinâmicos e emocionantes para a produção de vinho no momento”. Mas a quinta escolha vai para um destino improvável: a Península do Niagara, no Canadá. “A ideia de ir a Toronto para provar o vinho pode parecer um pouco estranha” mas segundo os especialistas é uma região “emergente”.

Com o Alentejo, todos estes destinos têm algo comum: “embora sejam interessantes para os enófilos, há também muito para fazer fora das vinhas”.