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Depois das Lime, as Bungo Scooters chegam a Lisboa

Marca de origem brasileira está a finalizar acordo com a Câmara de Lisboa, soube a NiT. Empresa espera ter trotinetes a circular ainda este mês. Com capacete.

Vão ser cerca de 100, ao início, por Lisboa.

As Lime chegaram a Lisboa há pouco mais de um mês e a cidade começa agora a adaptar-se e a perceber melhor todos os lados do seu funcionamento — aqui na NiT, já lhe explicámos tudinho. Antes que se perca o fôlego, e com a capital a ter cada vez mais ofertas amigas do ambiente (a própria autarquia já afirmou ter essa pretensão), prepara-se já para entrar no mercado nacional uma nova marca de trotinetes elétricas, feitas por uma empresa de origem brasileira. E quando? É mesmo para já.

A NiT falou com João Pedro Cândido, um dos fundadores da Bungo, que nos explicou que a ideia de começar a empresa surgiu quando ele, e os seus agora sócios, faziam parte de uma empresa de desenvolvimento de software no Brasil, chamada Innovation Lab.

“Em junho, numa das nossas visitas a Sillicon Valley, nos Estados Unidos, andámos na primeira trotinete elétrico, e a experiência foi incrível, o equipamento é super divertido e é uma solução perfeita para o trânsito. Depois de conhecer esta solução, queríamos poder fazer parte desta revolução e ajudar a difundir essa ideia em outros mercados”, explica-nos o empresário.

Durante os primeiros dois meses de vida, a empresa esteve atarefada: desenvolveu a sua própria tecnologia, modificou trotinetes e desenvolveu as aplicações para iOS e Android. “Não foi um desafio tão grande, pois todos os primeiros sócios são engenheiros e tem uma grande experiência com tecnologia”, adianta.

Agora, juntaram-se com uma empresa de transportes portuguesa, a ServiRoad, para começar a operação em Lisboa e em outras cidades de Portugal. A parceria pareceu ser acertada e acelerou, em muito, a operação, “graças à grande experiência em logística e mobilidade que foi agregada”.

Tal como com as Lime, as scooters são da marca Segway. “Nós trabalhámos com a fabricante para fazer as modificações da melhor maneira possível e a equipa de engenharia da Segway tem-nos ajudado a fazê-las de forma segura. É preciso adicionar GPS e ligação 3G na trotineta, para que possamos sempre saber sua localização. A scooter chega a 25 quilómetros por hora e tem uma autonomia de 20 quilómetros. É possível adicionar uma bateria extra que aumenta a autonomia para 45 quilómetros, mas vamos estudar melhor a utilização antes de fazer o uso da bateria externa”, diz João Pedro Cândido.

Quanto à data de entrada em Lisboa, a empresa pretende lançar 100 trotinetes até o final do mês, só está à espera “da última assinatura da Câmara de Lisboa”. “A nossa estimativa é que, entre dia 20 e dia 30 de novembro, as scooters Bungo estejam rodando“.

A Bungo acrescenta que, com a autarquia, está a trabalhar no sentido de “proporcionar a melhor experiência” possível. “A câmara disponibiliza 90 hotspots para as empresas de mobilidade lançarem os seus equipamentos, todas as manhãs. A principio pretendemos lançar em Belém e na Liberdade, zonas mais turísticas e com uma preparação maior para este tipo de serviço. O nosso próximo lançamento será no Parque das Nações”.

Quanto aos preços: 1€ para desbloquear o equipamento e 0,15€ por minuto, exatamente o mesmo que as Lime. Todo o utilizador que se registar terá o primeiro desbloqueio grátis e para cada utilizador que este indicar, os dois ganharão 3€ de crédito na aplicação.

A idade mínima para utilizar o equipamento é de 18 anos, e o utilizador precisa ter ou um cartão de crédito ou uma conta multibanco para adicionar créditos na aplicação. “A nossa aplicação permite o maior número de opções de pagamento, sendo estas o cartão de crédito, multibanco e o Apple Pay”.

Finalmente, quanto aos capacetes, a Bungo explica que, no início, vai disponibilizar capacetes junto de algumas scooters na rua, e testar se esse é um modelo viável. Mesmo depois, “estaremos sempre dispostos a fornecer um capacete para os usuários que entrarem em contacto a pedir. E estamos a estudar modelos em que enviamos um capacete para o cliente por correio, dependendo da sua utilização. Mas essa questão depende muito de como for a procura”.

A recolha no momento inicial será feita pela empresa, mas esta está em diálogo com pessoas e empresas de Lisboa para otimizar este processo. “Vamos pagar um valor por scooter para que as pessoas recolham, carregue a scooter em casa e no dia seguinte entregue a scooter num dos hotspots da Bungo. Já temos várias pessoas interessadas, e quem mais se interessar pode entrar em contacto connosco através da nossa pagina no facebook.