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Na cidade

Caos silencioso: as imagens surreais de Lisboa durante a quarentena

A NiT passou o dia a visitar a capital para lhe mostrar como está a vida fora de nossas casas.
A Praça do Comércio vazia.

Num dia normal, as filas para o Mosteiro dos Jerónimos ou Elevador de Santa Justa, em Lisboa, dão a volta ao quarteirão. Os turistas passeiam pela cidade de mapa na mão e máquina fotográfica ao pescoço, trocam de linha de metro várias vezes por dia e perguntam as vezes que forem precisas para que lado fica o Chiado.  

Seja qual for o dia da semana, Lisboa é feita de gente, por vezes demasiada gente para quem procura um lugar na esplanada com vista para o Castelo de São Jorge ou quer provar os famosos pastéis de Belém. 

O cenário foi mudando ao longo das últimas semanas quando aquela que será, muito provavelmente a palavra do ano, começou a assombrar o nosso País. O novo coronavírus chegou a 2 de março a Portugal e espalhou-se rapidamente pelas maiores cidades. 

Por isso, 16 dias depois, o Presidente da República declarou o estado de emergência, que foi renovado a 3 de abril por, pelo menos, mais 15 dias.

Quer isto dizer que o nosso dever é ficar em casa, salvo aqueles que têm de continuar a trabalhar fora de portas — ou fazer tarefas básicas como ir ao supermercado ou farmácia. Para garantir o isolamento social e nenhum aglomerado de pessoas, festivais com o Rock in Rio, em Lisboa, ou o Primavera Sound, no Porto, já foram cancelados.

O aviso é sério.

Junho, aquele mês em que todos saem à rua para dançar, comer sardinhas assadas ou cantar ao Santo António também deverá estar despido de gente. Afinal, as marchas populares e arraiais também já não se vão realizar, como Fernando Medina anunciou este sábado.

Por tudo isto — e com restaurantes, cafés, museus e restantes lojas fechadas — Lisboa tornou-se numa cidade deserta. A NiT andou por ruas e ruelas, bairros típicos e avenidas monstruosas para lhe mostrar vários postais da cidade durante a pandemia Covid-19.