NiTfm live

Na cidade

Câmara de Lisboa vai atribuir mais 50 casas de rendas apoiadas

Na mesma semana vai ser apresentado um novo regulamento para a habitação.
Este programa vai continuar.

A próxima segunda-feira, 8 de abril, começa com a entrega de 50 chaves de casas do Bairro da Boavista, em Lisboa. A atribuição, feira pela Câmara Municipal, faz parte do programa de rendas apoiadas.

Esta nova geração de habitação pública está a nascer não só naquela zona mas também no Bairro Padre Cruz. Aí, vão ser construídas 48 novas casas até junho. No Bairro da Cruz Vermelha serão 130.

A autarquia garante que se trata de um projeto de arquitetura sustentável em termos ambientais e pelas qualidades de habitabilidade, já que houve máximo cuidado na construção e dos materiais usados, capacidade evolutiva (que permite aumentar a tipologia) pela fácil manutenção e cuidado com as acessibilidades, bem como pela eficiência energética, utilizando águas pluviais e a energia solar.

Durante abril, deverá ser anunciada a segunda edição do concurso “habitar o centro histórico”, com 50 fogos do património disperso do município, que vai contemplar as freguesias de Arroios e da Estrela, que se juntam a Santa Maria Maior, São Vicente, São António e Misericórdia.

“São as freguesias que, na sequência da análise que fizemos, têm as mesmas condicionantes de ‘zona vermelha’ do ponto de vista da concentração de alojamento local, dos valores de arrendamento por metro quadrado, da escassez de fogos, e da sinalização que temos de pessoas em perda de habitação ou não renovação do contrato”, diz à “Lusa”, citada pelo jornal “Observador“, a vereadora da Habitação, Paula Marques.

A Câmara de Lisboa vai também apresentar um novo regulamento municipal de habitação na quinta-feira, 11 de abril, que promete acabar com a dispersão de normas e ter mais em conta a “estrutura da família”, além do rendimento.

“É evidente que as pessoas que têm rendimento mais baixo têm uma situação de fragilidade maior, mas há pessoas e famílias em situação de rendimento menos baixo que, pela sua estrutura, estão em dupla situação de fragilidade”, acrescenta a vereadora.

Também vai pesar na decisão “se a família é monoparental, se a família tem pessoas deficientes a cargo, e, na deficiência, se são deficientes profundas ou não, se são vítimas de violência doméstica”, por exemplo.