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Barcos para as Berlengas podem ficar mais caros para compensar limites aos turistas

Controlo de entradas para preservar a Reserva começa a ter efeito este sábado, 15 de junho.
Visitas controladas.

A partir deste sábado, 15 de junho, apenas 550 visitantes podem estar em simultâneo na ilha das Berlengas. A portaria do Ministério do Ambiente que fixa o limite diário entrou em vigor a 23 de maio, mas, devido à baixa procura nestas primeiras semanas, não houve qualquer fiscalização junto das embarcações marítimo-turísticas que transportam os visitantes para a ilha.

A partir deste agora, segundo a Lusa, citada pelo “Observador“, começa o controlo pelas autoridades e os operadores passam mesmo a estar limitados a fazer duas viagens diárias.

As embarcações ficam proibidas de transportar e deixar visitantes na ilha, regressar a Peniche e transportar outro grupo de visitantes sem que o anterior tenha regressado a Peniche, reduzindo o tempo de permanência na ilha dos turistas.

Por causa disto, os barcos admitem aumentar o preço dos bilhetes para a Reserva Natural das Berlengas para compensar a quebra de receitas com o limite, garantem à agência noticiosa.

A possibilidade de definir um limite de visitantes estava prevista no regulamento do Plano de Ordenamento da Reserva Natural das Berengas desde 2008. Contudo, até à data nunca tinha sido fixada uma capacidade máxima de pessoas na ilha.

Um novo estudo da Universidade Nova de Lisboa concluiu que visitam anualmente a ilha da Berlenga mais de 65.650 pessoas, das quais 43.250 na época alta (meses de verão). O arquipélago foi classificado em 2011 como Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO. 

Enquanto os donos das embarcações estão preocupados com as limitações agora impostas, há quem tema que elas não sejam suficientes. Segundo a “Publituris“, os biólogos da Universidade de Aveiro Henrique Queiroga e João Serôdio, autores do estudo que levou o Ministério do Ambiente a impor o limite de 550 visitas diárias à Reserva Natural das Berlengas, defendem que o limite estabelecido ainda é elevado pelo que representa “apenas um progresso moderado” para atenuar os danos causados pelo número descontrolado de visitantes dos últimos anos.

No estudo, Queiroga e Serôdio recomendam o número máximo de 500 visitantes diários, condicionado à requalificação do sistema de tratamento de águas residuais para uma capacidade de 500 equivalentes populacionais. Os autores revelam uma série de danos causados pelo excesso de visitas às Berlengas, nomeadamente ao nível da fauna e flora.

Leia o artigo da NiT com todos os prós e contras de visitar a ilha.