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Atenção: as caravelas portuguesas voltaram à costa nacional

Há avistamentos em várias praias mas nos Açores há uma verdadeira invasão. Já sabe: não lhes toque, nunca.
Foto no Facebook do programa GelAvista.

Voltaram a ser vistas dezenas de alforrecas e caravelas-portuguesas em toda a costa de Portugal, incluindo nos Açores. É nestas ilhas, aliás, que a situação parece pior, com imagens e partilhas nas redes sociais a mostrarem autênticas nuvens roxas no mar.

Na ilha das Flores, por exemplo, têm sido relatados avistamentos regulares nos últimos dias, mas há mais casos, também no território de Portugal Continental. Segundo a página no Facebook do programa Gelavista, que incentiva as pessoas a relatarem os seus encontros imediatos com estes organismos para avisar os outros banhistas, na semana passada foram vistas caravelas no Algarve (Praia da Amoreira, Praia do Amado), em Setúbal (Praia da Princesa) e em Lisboa (Praia da Mexilhoeira).

Também aqui se nota que o problema é maior nos Açores: no arquipélago, segundo o Gelavista, elas foram vistas na Ilha do Corvo; Ilha das Flores; Terceira (Salgado, Porto Martins, Serretinha Feteira, Angra do Heroísmo); e Faial (Praia da Conceição).

O organismo gelatinoso de nome científico ‘Physalia physalis’, vulgo caravela-portuguesa, é o que exige mais cuidado: os seus tentáculos podem chegar aos 30 metros de comprimento e são capazes de provocar graves queimaduras.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera alerta que é importante relembrar que não se deve tocar nos tentáculos, mesmo quando a caravela-portuguesa aparenta estar morta na praia.

No caso de entrar em contacto com um destes bichos, deve limpar a zona afetada com água do mar e devem ser retirados quaisquer pedaços de tentáculos que possam ter ficado presos na pele. Além disso, pode aplicar vinagre sobre a zona e procurar assistência médica.

Segundo uma nota do IPMA, qualquer ocorrência desta ou de outras espécies de organismos gelatinosos poderá ser comunicada a este programa, GelAvista. A informação de cada avistamento (data, local, número de organismos e fotografia) deverá ser enviada para o email plancton@nullipma.pt, ou através da aplicação GelAvista disponível na Play Store para sistemas Android.