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Na cidade

Aeroporto do Montijo não vai ter voos noturnos

Agência do Ambiente deu o seu aval definitivo ao novo Aeroporto da Grande Lisboa — mas com regras.
Será um complemento ao da Portela.

É oficial: o Aeroporto do Montijo pode avançar. A Declaração de Impacto Ambiental da Agência Portuguesa do Ambiente ao aeroporto foi favorável, ainda que com uma serie de condições.

Preocupada com a qualidade de vida das populações e com a avifanua da região, a APA anunciou esta terça-feira, 21 de janeiro, o aval definitivo e favorável à nova infraestrutura; mas reforçou que decisão a positiva mantém as medidas de minimização e compensação (cerca de 160) a que a ANA terá de dar cumprimento e que chegam aos 48 milhões de euros.

Segundo a “Rádio Renascença”, entre as medidas impostas para minimizar o ruído está, por exemplo, a proibição do tráfego aéreo no período entre a meia-noite e as 6 horas da manhã. Há ainda condicionamentos entre as 23 horas e a meia noite e as 6 e 7 da manhã, devendo ser adotados procedimentos de aterragem e descolagem menos ruidosos. Será também apresentando um programa de reforço da proteção acústica dos edifícios na área delimitada. 

Em termos de mobilidade e acessos são impostas várias ações, como a compra de dois navios de propulsão elétrica, para reforçar a ligação fluvial entre Cais do Seixalinho e Lisboa.

Quanto à biodiversidade e avifauna da zona, a Agência do Ambiente condiciona o aeroporto à criação de uma sociedade de proteção pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), financiada pela concessionária da infraestrutura.

Oito organizações ambientalistas já anunciaram que vão recorrer aos tribunais e à Comissão Europeia para travar o aeroporto no Montijo, que dizem ir “contra as leis nacionais, as diretivas europeias e os tratados internacionais”.