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Alterações climáticas: neve na Arábia Saudita, cheias no Dubai e calor na Sibéria

As temperaturas e fenómenos inesperados estão a causar bastante preocupação.
Uma imagem no Dubai.

Se ainda havia dúvidas de que o clima está a mudar, estão prestes a acabar. Há várias partes do mundo com temperaturas e fenómenos que não deviam ser o cenário neste momento, o que está a gerar bastante preocupação. 

No leste da Sibéria, por exemplo, é normal que as temperaturas estejam entre os 20 e 30 graus negativos nesta altura do ano. No entanto, registam-se valores de sete graus positivos. A inesperada vaga de tempo quente fez despertar milhões de animais que deviam hibernar até à primavera.

Já no Dubai, desde sexta-feira, 10 de janeiro, que o cenário é de chuvas fortes e, consequentemente, cheias. Há imagens de carros inundados e sinais de trânsito derrubados. Em Ras Al Khaimah, outra cidade dos Emirados Árabes Unidos, a queda de um muro provocou a morte de uma mulher. Também nessa zona, devido às chuvas torrenciais, cerca de 120 famílias tiveram de abandonar as suas casas.

Na Arábia Saudita, também desde sexta-feira, os termómetros marcam valores negativos, nevando em várias partes do território. Apesar de janeiro ser o mês mais frio para os sauditas, a temperaturas normais para a época deviam estar entre dez e 20 graus.

A Grécia é apenas mais um reflexo das alterações climáticas. Está a sofrer com nevões, ventos com rajadas de 150 quilómetros por hora e chuva desde o início do ano, o que levou ao corte de uma autoestrada e de mais de seis estradas secundárias.

Destaca-se, ainda, a Austrália, um dos casos mais preocupantes neste momento. Já morreram perto de 30 pessoas e cerca de 500 milhões de animais por causa dos trágicos incêndios. Uma das espécies mais famosas da Austrália (além dos cangurus), que têm sofrido bastante com os fogos, são os coalas — que enfrentam um verdadeiro perigo de extinção. Há, inclusive, um vídeo que mostra milhares de cangurus a fugirem dos fogos.

A boa notícia é que há uma forma de ajudar à distância estes animais. Um hospital veterinário chamado precisamente Koala Hospital, que fica em Port Macquarie, oferece a qualquer pessoa a hipótese de “adotar” — ou, se preferir, apadrinhar — um destes animais. Ou seja, pode pagar cerca de 43 euros por ano para contribuir diretamente para determinado coala, que terá até um nome.

A ideia é que possa pagar as suas despesas médicas e outros recursos que sejam necessários. Quem ajudar recebe um certificado oficial com uma fotografia do animal, que no fundo é uma forma simbólica de agradecimento. Saiba mais neste artigo.

Um grupo de portugueses que não ficou indiferente ao cenário desolador deste País, entregou este domingo, 12 de janeiro, toneladas de alimentos, água e outros bens numa zona a sul de Sydney para apoiar as comunidades afetadas.

“Começou com uma ideia e um ‘post’ no Facebook e depois foi crescendo”, contou à Lusa, citada pelo site “TVI24”, Ricardo Marques, 41 anos, que vive desde os 12 em Sydney — antes vivia em Portugal.

Seguiram mais de uma dezena de camiões com tudo o que o grupo de portugueses conseguiu juntar. Agora, “o exército vai agora distribuir tudo a pessoas em algumas zonas muito afetadas, mais remotas”, explicou.