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Turismos Rurais e Hotéis

Crítica: no Monte da Várzea estamos em casa

Neste turismo rural não há formalidades. A Margarida e o Francisco recebem-nos como convidados da sua própria casa.

Antes de chegarmos ao Monte da Várzea, passamos por um extenso campo de milho que pertence a este turismo rural. Ao todo são 105 os hectares de terras férteis que o rodeiam e se estendem até ao Tejo.

A entrada para o Monte da Várzea, em Alvega, próximo de Abrantes, deve ser feita de carro, já que conta com um longo caminho de terra até chegar ao edifício, que passa pela piscina e pelo pasto onde se encontra um cavalo.

A ideia é criar um parque de estacionamento naquela entrada. “Os cavalheiros podem ir deixar as senhora lá em baixo, e vir guardar o carro cá em cima”, conta-nos Francisco Romãozinho, proprietário daquele espaço.

O campeão português de Rali, agora reformado, criou o empreendimento turístico Monte da Várzea há cerca de um ano. Embora tenha casa em Lisboa, é lá que passa muito do seu tempo, junto com Margarida, sua mulher, e todos os que lá trabalham – e que parecem uma grande família.

A reconstrução do edifício foi praticamente total, mas aproveitou-se a estrutura da casa antiga. O Monte da Várzea tem capacidade para alojar 28 pessoas, em 12 casas de tipologias diferentes. Há três T0, três T1+1, com pátio interior, dois T2, dois T2+1, um T0 para mobilidade reduzida e um T0 especial, mais afastado, para quem procura maior privacidade.

Ficamos num T1 com pátio interior. Como em todos os apartamentos, a decoração é simples e alia o moderno ao clássico. À entrada está a sala, com uma parede em vidro que dá para um pátio (com uma pequena mesa e duas cadeiras), por onde se entra para o quarto com uma grande cama e um armário embutido. Ao fundo há uma janela de onde se vê o pasto e a piscina. O duche, todo em vidro, dá diretamente para o quarto.

A melhor parte de dormir ali é sem dúvida o relaxante som da natureza

O teto é alto e pintado de preto, o que deixa o quarto bastante fresco, ao mesmo tempo que o torna acolhedor, com as ripas de madeira que criam como um segundo teto mais baixo.

A cama é (muito) espaçosa e confortável, mas a melhor parte de dormir ali é sem dúvida o relaxante som da natureza: adormecemos a ouvir grilos e rãs e acordamos com os passarinhos, literalmente. Não moro nas ruas mais movimentadas de Lisboa, mas nessa noite senti o contraste – viva a vida calma do campo.

Nota 10 para o conforto do quarto, mas seria pecado ficar por ali e não aproveitar o dia de sol em todo aquele espaço. A piscina é um dos pontos obrigatórios. Não é a maior piscina onde já estivemos, mas ganha pela localização, já que fica lá ao fundo, longe de todos os quartos, ideal para se relaxar em silêncio absoluto.

Há espreguiçadeiras para todos, algumas junto à piscina, outras na plana zona de relva, todas com chapéus de sol em palha.

O restaurante Entre Milhos fica junto aos quartos, num edifício à parte. Tem capacidade para 36 pessoas e conta com um pequeno terraço, com vista para o campo de milho. Tem uma decoração rústica e por dia serve apenas dois pratos diferentes – um para o almoço e outro para o jantar. No dia em que lá chegamos, o almoço foi javali, apanhado por

um grupo de caçadores convidado a caçar javalis nos campos de milho do terreno, que nesta altura são estragados pelos animais que ali se reproduzem.

Em exceções como esta o almoço é servido em buffet.

Nas restantes refeições comemos cuscus com carne assada e frango panado com arroz de tomate. As sobremesas são deliciosas: bolo de chocolate, bavaroise de framboesa e gelado de frutos vermelhos feitos com framboesas produzidas numa estufa própria do Monte da Várzea, o que torna cada prato ainda mais especial.

O preço por refeição varia entre os 10 e os 15€ e o restaurante é aberto ao público em geral.
O pequeno-almoço é serviço na mesma sala e conta com todos os produtos essenciais para uma refeição completa. Há café, leite, cereais, iogurtes, fruta e vários tipos de pão.

Vale a pena dar uma volta pelos campos que rodeiam o Monte da Várzea, se tiver um jipe, tanto melhor

No Monte da Várzea há mais dois espaços: a antiga vacaria – que mantém a placa com esta designação à entrada e serve agora como sala de reuniões ou espaço para grandes festas como casamentos ou batizados, e o salão de jogos, com alguns sofás e uma mesa de snooker – ambos os espaços ficaram prontos este verão.

Ao lado do salão de jogos está o Bar da Esquina, decorado com motivos de Rali e algumas das (muitas) medalhas ganhas por Francisco Romãozinho. É lá que se toma um copo depois do jantar, os que lá trabalham e os que estão de visita convivem num ambiente bastante familiar que difere este de outros turismos rurais.

Além deste espaço, vale a pena dar uma volta pelos campos que rodeiam o Monte da Várzea. Se tiver um jipe, tanto melhor, assim pode contemplar os campos de milho e as oliveiras – que servem para produção própria de azeite e onde existe uma oliveira com 700 anos.

Também pode experimentar a pista de motocross e autocross. É uma pista fechada de 2400 quilómetros onde algumas equipas do Dakar treinam e onde acontecem as aulas de motocross, uma das atividades com que pode contar no Monte da Várzea.

Há outras atividades, todas para aproveitar a proximidade com o campo e o rio Tejo: trilhos de BTT, canoagem e passeio a cavalo são algumas delas.

A variedade de opções faz do Monte da Várzea o espaço ideal para várias faixas etárias, que tenham em comum a vontade de relaxar num espaço que prima o silêncio e a natureza e prefira um ambiente menos informal.

Conforme a época do ano e a tipologia, os preços por quarto variam entre os 40 e os 240€.

Carregue na imagem e conheça alguns dos espaços do Monte da Várzea.

localização, contactos e horários

morada
  • Monte da Várzea
    Casa Branca
    2205-134 Alvega
    Portugal
    Sul
site e redes sociais
site
http://montedavarzea.com
facebook
https://www.facebook.com/montedavarzea/timeline?ref=page_internal
contactos
email
reservas@montedavarzea.com

ficha técnica

região
Sul
estilo
Turismo Rural
piscina
Exterior
wifi
sim
fumadores
sim