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Na cidade

Vai poder colecionar carimbos no novo Lisboa Passport

Lembra-se dos passaportes da Expo 98? A ideia é a mesma. Vai poder ter um passaporte da cidade e assinalar as experiências que já realizou.

Quem nunca teve uma caderneta de cromos que ponha a mão no ar. Pois, nós sabemos que nem sequer se mexeu: não há criança que não tenha sofrido com a febre das coleções — ou pai que não tenha sido arrastado da cama num sábado de manhã para ir para os Restauradores à procura do senhor que vendia cromos raros numa banquinha improvisada.

Se ficou com alguma nostalgia desses tempos de infância, temos uma novidade para si: chama-se Lisboa Passport e é um diário de viagem com 32 páginas para carimbar gratuitamente nas maiores atrações da cidade. A ideia partiu de um informático que, depois de ficar desempregado, foi viajar durante um mês pela Europa.

“Quando fui dispensado de uma multinacional onde trabalhava há 10 anos, fiquei sem saber o que haveria de fazer à minha vida. Quando se faz a mesma coisa há 10 anos, é sempre um choque” conta à NiT Nuno Martins. Estávamos no ano de 2012. Para “colocar as ideias em ordem”, o informático de 45 anos decidiu fazer uma viagem de mochila às costas pela Europa. A resposta acabou por surgir em jeito de necessidade. Quando chegou a Portugal, Nuno Martins sentiu a falta de ter algo que representasse os sítios por onde tinha passado.

Foi assim que começou a nascer a ideia do Lisboa Passport. “Lembrei-me então dos passaportes da Expo 98. Aquilo era engraçado, porque permitia às pessoas visitarem os vários pavilhões e receberem um carimbo — uma recordação — dos sítios que tinham visitado”. E porque não adaptar isso a Lisboa? No final de 2014, Nuno Martins apresentou o projeto ao gabinete Lisboa Empreende da Câmara Municipal de Lisboa. Em junho de 2015 foram colocados à venda os primeiros passaportes, mas a apresentação oficial à imprensa só vai acontecer em fevereiro deste ano.

“Queríamos introduzir o cheiro das sardinhas mas não conseguimos. Não é fácil colocar esse odor no papel”

Para já, há 19 carimbos para recolher pela cidade, desde o Museu do Campo Pequeno à Sé de Lisboa, sem esquecer a Artes & Etc. na Avenida da Liberdade ou a loja Bairro Arte, no Bairro Alto. “Não queríamos ter apenas museus e monumentos. Se existe um local que as pessoas gostam de visitar, nós queremos estar lá para oferecer um carimbo”.

O número de carimbos vai estar sempre a aumentar. Há novidades já em breve: dentro de um ou dois meses, Nuno Martins quer apresentar cinco novos carimbos. “Sempre que lançamos um novo carimbo, tentamos fazer alguma coisa especial. O último que lançámos por exemplo foi o do Campo Pequeno. Nesse dia, toda a gente que aparecesse lá com o Lisboa Passport não pagava a entrada”.

Mas o passaporte não quer ser um mero agregador de vistos — o documento foi pensado até ao último pormenor. Ilustrado com imagens em marca de água que representam acontecimentos importantes em Lisboa, o Lisboa Passport tem espaço para introduzir desenhos, colocar bilhetes de autocarro e até escrever notas pessoais. “Queria um livro que fosse bonito, resistente, que pudesse ser levado de um lado para o outro e não se estragasse, mas que condensasse também tudo sobre Lisboa.” E acrescenta: “Até queríamos introduzir o cheiro das sardinhas mas não conseguimos. Não é fácil colocar esse odor no papel”.

Os carimbos são gratuitos, por isso só paga mesmo pelo passaporte — que custa 6€ (8€ se comprar online) e está à venda nas lojas de turismo (veja a lista).

O Lisboa Passport ainda tem mais uma vantagem: os descontos. Mediante a apresentação do passaporte, pode usufruir de uma redução de preço entre 10% e 20% em vários locais da cidade — como o Restaurante Vegetariano ou o The Escape Hunt Experience Lisboa. Pode consultar a lista completa no site do Lisboa Passport.