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“Aladdin”: um desejo, é? Que se troque Will Smith por Robin Williams

Will Smith substitui Williams no papel do génio da lâmpada que este interpretou no filme de 1982.
O filme estreia esta quinta-feira, 23 de maio.
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Três desejos? O primeiro de todos é fácil: levar toda a malta fixe para o festival de cinema em San Sebastian, a partir deste ano e até 2047. San Sebastian é o melhor tesouro escondido de sempre. A zona velha é impressionante, cheia de curvas e contra-curvas apetitosas. Há bares, restaurantes, cafés, cinemas, jardins e recantos, simplesmente recantos, divinais. É uma beleza inaudita.

A zona nova é elegante e dona de um estatuto muito peculiar, o do metro quadrado mais caro de Espanha. Pudera, é de frente para o mar. Que, por sinal, é acolhedor. E um sossego, mesmo em dias de tempestade. Posto isto, para quê mais dois desejos? Nããããããã, vou mas é fazer um parêntesis nisso dos quereres desmedidos e curtir Sanse.

Acordam-me para a realidade. O génio (Will Smith) chama por mim. Quer festa. E mais dois desejos. Baaaaah. Agora, agora, é-me impossível. Estou a ver o filme, pá. Vou na cena em que o tapete mágico é solto pelo Aladino (Mena Massoud). Da lâmpada nem ai nem ui, muito menos um oi. Nada de aparecer em cena. E já lá vão uns bons 25 minutos de filme. Digo isto sem relógio nem nada, só com óculos 3D. E roupa, claro. Estou vestido. Nada de especial, afinal não sou nenhum sultão nem guarda do palácio ou vendedor de tâmaras com as vestes largas, coloridas e sedosas. Aquilo sim, é um tratado.

O impacto visual é excitante. Até o sultão (Navid Negahban) tem pinta. Imagine-se agora a princesa Jasmine (Naomi Scott) mais a sua aia Dalia (Nasim Pedrad). Só o conselheiro mais próximo ao sultão, de seu nome Jafar (Marwan Kenzari), baixa as expetativas, sempre de preto e com uma bengala traiçoeira em forma de cobra, capaz de enfeitiçar o mais puro dos homens. Cabe ao Aladino dar a volta ao texto, com a ajuda do macaco Abu, e impor a sua magia para salvar o reino de Agrabah das mãos tiranas de Jafar, bem coadjuvado pelo papagaio Iago, do mais corrosivo/cómico que há nos seus comentários.

Mais um desejo, insiste o génio. Chi-ça, g’anda chato. Mais um desejo, é? Que se troque Will Smith por Robin Williams, o génio do outro filme do Aladino em 1992. Ahhhhh, assim sim, melhor. Siga a marinha, continuem a cantar. E a afastar os maus. E a reinar como deve ser. Terceiro e último desejo? Um jantar de frango picante do Zaafran, um prato típico dos arredores de Agrabah, perto da caverna das maravilhas em al-estefânia. O novo “Aladdin” estreia em Portugal esta quinta-feira, 23 de maio.