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Fui diretora da NiT por um dia — e foi maravilhoso

Patrícia Adão Marques venceu o desafio que a revista lançou aos leitores para celebrar os 200 mil fãs da NiT no Facebook e os 50 mil seguidores no Instagram.

A Patrícia queria levar a cadeira do diretor para casa.

Eles perguntaram: “Queres ser diretora da NiT por um dia?” Eu respondi: “Claro.” Foi assim que começou esta saga, numa noite fria de janeiro, sentada no sofá com o computador ao colo (ao colo, não, que eu uso um tabuleiro… mas vocês perceberam a ideia).

E comecei a escrever uma carta para convencer o diretor da NiT de que seria a escolha certa. No dia seguinte tinha uma resposta de Jaime Martins Alberto a agradecer pela participação e a dizer que sentira o seu lugar “bastante ameaçado” depois de ler os meus argumentos.

“Ó, tão querido, a fazer humor para eu não me sentir tão mal por ter escrito uma coisa tonta que nem sequer vai ser considerada”, pensei eu. Agradeci-lhe a amabilidade por ter respondido e pronto, fui à minha vida.

E de repente, hoje já é o dia seguinte à minha passagem pela redação da NiT. Melhor do que ter lá estado, é que consegui banir o Jaime da sua magnífica cadeira IKEA para tomar conta daquilo tudo, incluindo a redação e o frigorífico da cozinha. Bom, talvez só o frigorífico e a cadeira, vá. Quer dizer, pelo menos da cadeira, tomei mesmo conta, mais ninguém se sentou lá o dia inteiro. Não, isso também não é verdade.

Pormenores à parte, o importante é que sobrevivi. Sobrevivi ao acolhimento de uma equipa fantástica, sempre sorridente e pronta a ajudar, que me fez sentir em casa desde o primeiro minuto e nunca, nunca, me julgou ou olhou de lado por eu não ter a mínima ideia do que estava lá a fazer. Uma equipa de profissionais fabulosos, sempre concentrados em fazer da NiT a melhor referência, em trazer o melhor conteúdo, em levar este, que é o seu sonho, o mais longe possível. E no meio disto tudo, uma equipa que ainda teve tempo para brincar aos diretores comigo e filmar a experiência e rir comigo.

Não tenho palavras para agradecer toda esta experiência que a NiT me proporcionou, mas uma coisa é certa: voltaria a fazer tudo (não vou dizer “de novo” porque é redundante). Mas voltaria a fazer tudo igual. Todos os dias. Até que me expulsassem da sala. E me barrassem a entrada no edifício…

(Agora a sério, posso? Prometo que fico no canto a olhar para vocês e nem respiro para não incomodar. Não? Ah, está bem. Pronto, eu arranjo uma vida, também não é preciso gritar…)

Artigo escrito por Patrícia Adão Marques.

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