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Beiju: Rita Pereira revela o segredo para fazer a tapioca perfeita

O projeto da atriz tem pouco mais de um ano, mas já abriu seis espaços no País. A NiT levou Rita para trás do balcão e aprendeu os melhores truques para fazer tapiocas em casa.

A atriz é a responsável pelos espaços.

“Estes fogões são novos. Vocês costumam fazer as tapiocas a que nível, no dois?” Rita Pereira está mais habituada aos fogões da Beiju do Amoreiras. Os do recente espaço no Martim Moniz tinham chegado há pouco tempo, mas isso não impediu a atriz de preparar uma das sugestões que tem mais saída: a Hyndia Salgada, com guacamole e salmão fumado.

Colocou as luvas, pediu para baixar o ar condicionado que estava muito forte, ligou o fogão no número dois e colocou a frigideira a aquecer. “Faço tapiocas em casa todos os dias ao pequeno-almoço, sempre diferentes com o que tenho no frigorífico”, explica à NiT Rita Pereira. Há 10 anos comeu pela primeira vez o produto brasileiro e ficou rendida. “Quando vivi quatro meses em São Paulo comia tapiocas todos os dias.”

Depois do regresso a Portugal, a loucura das tapiocas não parou. “O meu amigo Rodrigo Saldanha trazia-me sempre sacos com farinha de tapioca do Brasil. Um dia disse que acabou.” Mais de metade das malas de trazia eram cheios com sacos para a atriz. “Disse: ‘Trago-te a proposta de abrirmos em conjunto em Portugal uma tapiocaria’.”

A conversa foi no verão de 2016 e em outubro desse ano abriu no Amoreiras, em Lisboa, a primeira Beiju. “Já andava à procura de um projeto a nível de empreendedorismo que me chamasse a atenção, que fosse diferente. Queria algo que o público português não conhecesse mas que ia gostar.”

2017 foi o ano de afirmação da marca. Se nos primeiros meses contou só com dois espaços em Lisboa, acabou por fechar o ano com seis no total, com aberturas na capital, mas também com duas lojas no Porto. Em todas, a Hyndia Salgada, uma das duas tapiocas cor-de-rosa, hidratadas com sumo de beterraba, é das opções que está desde o início do projeto. “A Hyndia de guacamole e a de banana, queijo, canela e mel, são das mais pedidas, mas a de Nutella é o nosso Cristiano Ronaldo.”

O processo de cozedura é muito simples e começa com uma frigideira antiaderente sem qualquer gordura. “É algo que faz um pouco de confusão ao público português, não colocar gordura. A tapioca é vegetal, não cola.” Peneira-se mais ou menos a quantidade de três colheres de sopa e até se deve sujar o fogão à volta. “É importante não espalhar ao agitar a frigideira, pode sujar um pouco o fogão para chegar a todos os cantos.”

Assim que começar a ver uns fumos a sair dos lados é a altura de calcar. “Com a ajuda de uma espátula calca-se bem e está feito. Depois já se pode desligar, rechear com o que preferir e fechar.” As combinações são infinitas. “Não conheço um ingrediente que não fique bem com a tapioca. Aqui já tivemos combinações com pastel de nata ou bacalhau com natas.

O projeto da Beiju foi montado em poucos meses, mas foi tudo muito bem pensado. “Pedimos a um agricultor de mandioca que viesse a Portugal estudar o clima e que nos criasse uma farinha adequada. É por isso que o nosso saco é mais caro, mas também dura entre 10 a 12 dias, ao contrário de outros que ao fim de três já estão azedos.” Chega da região de Manaus, do Amazonas, no Brasil.

“Nunca imaginei que num ano conseguisse abrir sete espaços. Foi incrível. Desejava que o produto fosse aceite, tinha a certeza que ia correr bem e está a correr muito bem.” O próximo espaço é expandir a marca, mas em regime de fransiche. “Ainda não o fizemos porque queremos que esteja tudo bem desenhado para podermos passar a quem o criar. A Beiju é uma marca que tem outra associada, que sou eu. Se as coisas não correrem bem não é só a Beiju ou a loja que falhou, é também a Rita Pereira.”