Convidámos a Ana Bacalhau para cozinhar moqueca de camarão e ela aceitou

A vocalista de Deolinda lançou o primeiro álbum a solo “Nome Próprio” e não há melhor lugar para festejar do que à mesa.

Ana Bacalhau e a famosa moqueca de camarão.

Ana Bacalhau não é só a voz da Deolinda. É uma mulher com muitas facetas e ocupações, uma delas a de cozinheira amadora para juntar amigos e família à volta da mesa. Diz-se famosa pelo seu arroz de polvo (que esperamos um dia provar), pelo seu crumble de maçã e frutos vermelhos (idem) e pela moqueca de camarão. Não é tarde, nem é cedo e sem pensar muito nisso convidámo-la a cozinhar precisamente o prato brasileiro mais famoso, devidamente adaptado para aqueles dias em que a fome aperta e a paciência é escassa. O resultado foi ótimo e ainda deu para marmita do almoço.

Durante o jantar, e a propósito do seu primeiro álbum a solo, “Nome Próprio”, perguntamos-lhe tudo o que nos lembrámos, até com que artista se casaria. A resposta é Eddie Vedder. Porém, Ana já é casada, com José Pedro Leitão, músico de Deolinda. Mas quem não quereria Vedder?

O álbum, que saiu dia 20 de outubro, tem canções escritas de propósito para ela por músicos como Capicua, Jorge Cruz, Miguel Araújo, Samuel Úria, entre muitos outros. Os concertos de apresentação do disco começam já dia 3 de Novembro, no Teatro Louletano, em Loulé; 25 de Novembro no Teatro Municipal de Vila do Conde, em Vila do Conde; dia 26 de janeiro no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, e dia 31 de janeiro na Casa da Música, no Porto.

Leia a entrevista a Ana Bacalhau e o vídeo da famosa moqueca de camarão.

Comecemos com a pergunta básica: porquê um álbum em nome próprio?
Quando comecei a cantar e a tocar, aos 15 anos, aquilo com o que sonhava, obviamente, era um disco com o meu nome. Só que isso começou a ficar para trás a partir do momento em que comecei a ter bandas. Sempre estive em bandas, primeiro a Lupanar, depois um trio de jazz chamado Tricotismo, em que tocámos em hotéis durante um ano, e depois finalmente cheguei aos Deolinda. Dez anos muito intensos com Deolinda não me deram tempo para pensar em mais nada. Além disso, não me sentia madura e segura o suficiente para me lançar num álbum sozinha. 

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