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Ryanair prepara-se para despedir 3 mil funcionários por causa do coronavírus

A low cost revela que a redução na procura vai obrigar a uma reestruturação profunda.
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O setor da aviação é um dos mais afetados — senão mesmo o mais afetado de todos — pela pandemia de Covid-19. Com milhares de voos cancelados, centenas de aviões que não saem do chão há semanas e muitos dos trabalhadores em lay-off, a crise já se está a instalar no setor de uma forma profunda e muitas são as companhias que vêem o seu futuro em causa.

Esta sexta-feira, 1 de maio, a Ryanair anunciou que está a preparar um plano de reestruturação que passa pelo despedimento de cerca de três mil trabalhadores. De acordo com a “Lusa“, a low cost irlandesa justifica a decisão com a quebra na procura provocada pela pandemia da covid-19.

Entre o pessoal que será dispensado ao longo dos próximos dois anos estão pilotos e pessoal de cabine. Até lá, a companhia pondera ainda realizar despedimentos temporários, reduzir salários em cerca de 20 por cento e fechar “várias bases na Europa”, revela um comunicado citado pela “Lusa”.

A companhia informou ainda que “mais de 99 por cento” da sua frota vai permanecer em terra até “pelo menos” ao mês de julho, estimando que o tráfego de passageiro não voltará aos níveis de 2019 “até ao verão de 2022, no mínimo”.

Neste contexto, a Ryanair adianta que vai operar em menos de 1 por cento do seu horário de voo entre abril e junho, o que significa transportar apenas 20 milhões de passageiros, um número que compara com 44,6 milhões inicialmente previstos para o trimestre de julho/agosto/setembro.

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