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Auroras boreais em Nova Iorque? O impossível pode acontecer

Graças a uma tempestade solar, as auroras poderão ser vistas, este sábado, até ao sul de cidade e também Chicago.
Um momento único que vale a pena aproveitar.

É o que se chama o melhor de dois mundos: estar numa das cidades mais incríveis do planeta e ainda ter a possibilidade de presenciar o fenómeno natural que praticamente todos perseguem e têm na sua bucket list: auroras boreais.

Se está em Nova Iorque (EUA) de férias, a trabalho ou conhece quem esteja, repare nisto: este sábado, 23 de março, a partir das 11 horas da manhã (quando forem 15 horas em Lisboa), vale a pena tentar afastar-se do ruído e da confusão para olhar bem para o céu.

É que o fenómeno das luzes do norte, tão conhecido em países como a Finlândia e Islândia e bastante comum no Canadá, pode descer um pouco nesse dia.

A culpa é, diz a revista “Time Out New York“, de uma tempestade solar ou geomagnética que pode criar efeitos de aurora boreal até Nova Iorque, Washington, Wisconsin e Chicago.

Citando a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, a publicação diz que a tempestade é o resultado de uma erupção solar libertada em direção à terra.

Estas tempestades acontecem com alguma regularidade, cerca de 600 vezes em cada 11 anos, mas a visibilidade depende da sua orientação e do campo magnético da terra.

Por isso, adianta a revista, embora exista essa possibilidade, de ver auroras em Nova Iorque, são por enquanto pequenas — reais, mas pequenas. Podem tornar-se maiores, consoante a orientação do campo magnético da Terra.

A “Newsweek” dá mais detalhes sobre o fenómeno e explica que o sol envia constantemente um fluxo de partículas solares e energia para a Terra. E quando solta gás eletrificado no que é conhecido como ejeção de massa coronal, essas partículas viajam em direção ao nosso planeta em altas velocidades.

O campo magnético bloqueia a maioria das partículas. Mas algumas passam pelas linhas do campo magnético da Terra em cada pólo e entram na atmosfera, onde as moléculas de oxigénio e nitrogénio emitem luz. “O resultado é a pincelada de cores vibrantes que dançam no céu noturno, em cores que variam do azul gelado a magentas vibrantes e verdes com brilho de néon”, explica a revista, admitindo também que há esta possibilidade, este fim de semana, em Nova Iorque.

Não é preciso nenhum equipamento mas é recomendado que se afaste das luzes dos prédios, para ver melhor.

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