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Quanto custa ver uma aurora boreal? Fizemos um roteiro low cost para realizar esse sonho

É um dos fenómenos mais incríveis do mundo, está em todas as bucket list mas tem fama de ser uma experiência demasiado cara. Será? Fomos fazer as contas.

Há poucas palavras que descrevam a sensação de ver uma aurora boreal. De repente, o céu enche-se de cores inacreditáveis, às vezes com tons tão fortes que poderia muito bem sentar-se a ler um livro na rua às 23 horas. Considerada uma das experiências mais frequentes das listas de coisas para fazer antes de morrer, março é o último mês de 2017 onde as probabilidades de avistar uma ainda existem.

A NiT fez um guia completo com tudo o que precisa de saber para ver uma aurora boreal este ano — sem gastar muito dinheiro. Neste roteiro low cost fomos à procura das viagens de avião, alojamento e tours mais baratas, mantendo sempre a qualidade, claro está. Era possível descer ainda mais o preço, porém quisemos assegurar-nos de que a experiência não se tornava num pesadelo só por estarmos a ser demasiado sovinas.

O que é uma aurora boreal, quais são os melhores sítios para ver uma, como chegar ao destino perfeito e onde é que vale a pena dormir. Descobrimos todas as respostas.

Em primeiro lugar, o que é uma aurora boreal?

Nas regiões polares da Terra, há um fenómeno que transforma o céu numa mancha de cores. O verde e o vermelho são as cores mais frequentes, mas também podem ser amarelas, cor de laranja e azuis. Ou uma mistura de todas delas, também acontece. A probabilidade de ver uma aurora boreal é maior nas regiões mais próximas ao Pólo Norte, e resulta do contacto dos ventos solares com o campo magnético do nosso planeta.

O nome aurora boreal foi atribuído por Galileu Galilei: Aurora em homenagem à deusa romana do amanhecer, Boreal em tributo ao seu filho, Bóreas, o deus grego do vento forte.

Está a ficar cada vez mais difícil apanhar uma aurora boreal

Pois é, também temos de dar más notícias. Não, elas não estão a desaparecer — será sempre possível apanhar uma, no entanto há alturas (leia-se, décadas) melhor do que outras. Não vamos massacrá-lo com a explicação científica, mas o fenómeno está relacionado com o ciclo solar. Traduzindo as coisas em números, o ciclo solar atinge o seu máximo, em média, de 11 em 11 anos.

Já perdeu a oportunidade de apanhar as auroras boreais no seu pico — segundo a NASA, isto aconteceu em 2012. Desde então, a linha do gráfico tem estado sempre a cair — vai ser assim até 2020, quando atingir o seu ponto mais baixo e depois voltar a subir.

Apesar de poder sempre ver uma aurora boreal, quando o ciclo solar está no seu máximo o espetáculo é muito mais brilhante e intenso — tanto que há quem diga até que consegue ler um livro só com a luz de uma.

Mas não vamos desanimar. Como já dissemos, é sempre possível apanhar uma aurora boreal. Como já dissemos também, o ponto mais baixo será em 2020, por isso quanto mais cedo for melhor. Como ainda não lhe dissemos ainda, mas dizemos agora, uma boa localização também pode mudar tudo.

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