Viagens

Há uma viajante portuguesa que está a percorrer a Islândia de trotinete

No ano passado fez o este africano e a América do Sul de bicicleta. Já pedalou no Cazaquistão, Nepal e Tailândia, entre outros.
Tania Muxima na sua aventura.

Muitos de nós gostam de viajar, mas na maioria das vezes reservamos um voo, marcamos o hotel e lá vamos, com o friozinho da descoberta no estômago. Poucos têm a ambição e a coragem de, na sua ânsia de ver o mundo, partir sozinhos à descoberta dos locais mais incríveis e, em alguns casos, mais inóspitos. E se esses são uma minoria (ainda assim, cada vez maior) o que dizer de quem o faz em formatos alternativos, mais amigos do ambiente e próximos da realidade.

Tania Muxima tem 42 anos e está neste momento na Islândia. Vai percorrer o país dos fiordes e dos vulcões, planeia visitar a Lagoa Azul e perseguir as auroras boreais sozinha. E de trotinete.

“Sou da Figueira da Foz e gosto de viajar. Trabalho para poder juntar dinheiro para viajar”, contou à NiT. Normalmente fá-lo de bicicleta. 

“No ano passado percorri o este africano de bicicleta, a América do Sul, já pedalei no Cazaquistão, Quirguistão, Nepal, Sumatra, Tailândia, Malásia e Irão, entre outros. A minha forma de viajar é de bicicleta e é a forma que tenho de conhecer melhor os lugares: viajando assim em câmara lenta”, explica.

#trabalharfazcalos #iceland

Publicado por Tania Muxima em Quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Também a melhor forma de interagir com o povo: “tenho sido muito bem recebida por este mundo fora”.

Experiência e gosto pelas viagens e aventuras não faltam a Tânia, mas esta viagem pela Islândia é “diferente”, assume. “Eu queria vir no inverno para ver as auroras boreais mas o gelo no chão torna perigoso o vir de bicicleta. Não queria ser uma turista a passear de carro… e decidi vir de trotinete”.

Não foi uma escolha linear: “é muito mais difícil fisicamente e também o fato de acampar muitas vezes cansa, mas é tão cansativo como incrível. Vou tentar dar a volta à ilha (Ring Road) embora tenha a noção que vá ser muito difícil, há sítios onde já há muita neve e os ventos ciclónicos aqui não são para andar a brincar”.

A portuguesa explica que de trotinete vai mais perto do chão, não se cai tão facilmente quando há gelo e é mais pequena: “se houver uma tempestade posso facilmente metê-la em qualquer lado para me abrigar ou ou dentro de um carro para me levarem a algum sítio. As tempestades repentinas aqui na Islândia dizem que não são para brincadeiras”.

Tânia, que trabalha na Suiça no verão, em refúgios de alta montanha para fazer dinheiro para as viagens, escreveu-nos de um hotel depois de dormir na véspera na sua tenda “gelada” este sábado, 2 de novembro.

Chegou à Islândia há cinco dias apesar do frio, continua a adorar a experiência: “vou sempre de trotinete a não ser que a estrada não o permita e ai tenho de apanhar uns quilómetros de boleia.Vamos ver. Eu quero é divertir-me”.

Este sonho chama se uma volta na Islândia de trotinete ( faz favor esta trotinete NAO É ELECTRICA!!!!) mas eu gostava q…

Publicado por Tania Muxima em Quarta-feira, 30 de outubro de 2019

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT