Viagens

Passaporte português continua a ser um dos mais livres e poderosos do mundo

Os portugueses podem entrar em 186 países sem visto — mais um do que no ano passado.
Descemos um lugar no ranking.

Até março de 2020, os aeroportos de todo o mundo registavam entradas e saídas de milhares de viajantes, todos os dias. Nas últimas décadas, o tráfego aéreo foi aumentando consideravelmente, numa era de globalização nunca vista em séculos anteriores.

Tudo mudou com a disseminação do SARS-CoV-2, o novo coronavírus que veio alterar por completo a vida de todos. As fronteiras fecharam, o número de aviões a circular reduziu drasticamente, e as viagens foram obrigadas a ser canceladas.

O Henley Passport Index, que mede periodicamente a força dos passaportes de cada país, ou seja, para quantos países é possível entrar sem visto com determinada nacionalidade, acaba de lançar um novo ranking. Porém, os dados referem-se à época pré-pandémica.

O passaporte português continua a ser um dos mais livres e poderosos do mundo.Os portugueses podem viajar para 186 países sem necessitarem de visto. Apesar de ter sido adicionado mais um país à lista, que no ano passado era de 185, Portugal caiu um lugar no ranking.

A liderar, mantém-se o Japão, com 191 — número que não está, porém, muito distante do nosso. Singapura, que partilhava o pódio no ano passado, caiu para segundo lugar, com 190 portas abertas. Já a Alemanha, ocupa o terceiro lugar, com 189.

Portugal encontra-se em sexto lugar neste ranking, partilhando-o com a Suécia, França, Países Baixos e Irlanda. Durante grande parte dos 14 anos de história do índice, os países da Europa venceram, tendo a Alemanha estado em primeiro entre 2016 e 2018, mas agora os países asiáticos estão a ganhar terreno.

Por outro lado, nos números mais baixo encontram-se países como a Coreia do Norte (39 destinos), Paquistão (32), Síria (29), Iraque (28), e o último da lista, o Afeganistão, com apenas 26 países para os quais os cidadãos não necessitam de visto.

Estes números não refletem, porém, a situação pandémica atual. É o caso dos EUA, que ocupam o sétimo lugar, com 185 países, mas que de acordo com a atual proibição de entrada na União Europeia, ficariam ao mesmo nível que os cidadãos do México, que ocupam o 25.º lugar, com 159.

O documento é elaborado com base em dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo, (IATA), que mantém o maior e mais preciso banco de dados de informações de viagens do mundo e aprimorado por pesquisas em andamento pelo Departamento de Pesquisa Henley & Partners.

Se carregar em Portugal num mapa mundi, consegue ainda ver quais os 186 países que pode visitar livremente.

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