Viagens

Os vencedores do Concurso Gap Year Portugal são dois amigos e vão a África

Pedro e Simão têm 17 e 18 anos e vão partir numa aventura de quase oito meses com uma bolsa monetária.
Simão (esquerda) Pedro (direita).

Ainda não têm o diploma do secundário e um deles só agora se aproxima da idade para votar, mas já vão viajar pelo continente africano, com passagens pela Tanzânia, Zâmbia, Moçambique, Botswana, África do Sul, Namíbia e Angola. Pedro Gonzaga, de 17 anos, e Simão Gonçalves, de 18, são os vencedores do Concurso Gap Year Portugal com o projeto “Sou(me)thing”. Levam uma bolsa de até 6500€ e oito meses para descobrir África.

O dia em que souberam da existência do concurso Gap Year Portugal 2019, anunciado em março deste ano, foi o mesmo em que começaram a trabalhar no seu projeto de viagem.

Pedro e Simão são originários de Ansião e Avelar, no distrito de Leiria, e conhecem-se da escola secundária, onde estudam Ciências e Tecnologia. Ambos garantem “que não faria sentido nenhum partir numa aventura destas com outra pessoa”.

O Pedro é marrão, mas não se quer fechar na caixa de estudante, como explicou à organização. Toca guitarra, escreve textos humorísticos e gosta “de se sentir um peixe fora de água”. O Simão devora livros, joga futebol desde os cinco anos e descreve-se como uma pessoa com uma “vontade infinita de conhecer”.

Na altura de delinear o seu projeto de viagem para se poderem candidatar a esta bolsa — que oferece dinheiro de ajuda a quem quiser fazer uma pausa durante um ano e passar esse tempo a conhecer o mundo —, várias ideias surgiram. Mas foi sob o mote “Sou(me)thing) que construíram o seu gap year.

“Por um lado, “Southing” simboliza, além do nosso rumo ao sul do continente africano, a viagem que consideramos ser “o nosso sul”. O ‘me’ aparece entre parênteses porque, na nossa viagem não pretendemos ser os protagonistas”, diz a sua candidatura. A explicação do nome não fica por aqui já que, lido em voz alta, assemelha-se à palavra something. “Nós vamos à procura de algo, ainda desconhecido para nós”, acrescentam.

Durante cerca de oito meses, os jovens vão conhecer todos aqueles países africanos. O plano é ficar cerca de um mês em cada um deles, num registo low cost, recorrendo sempre que possível ao couchsurfing e boleias, adiantam. Até porque procuram”um contacto mais genuíno e próximo da cultura de cada país”.

Em cada um dos destinos, pretendem integrar missões de voluntariado nas áreas da educação, sustentabilidade e artes, e fazer work exchange (trabalho a troco a alimentação e alojamento) em quintas e comunidades. Tencionam ainda viver experiências que não poderiam ter em Portugal como visitar parques e reservas naturais, na Tanzânia e no Botswana, nadar com tubarões na África do Sul, e andar de 4×4, no vale de Sossusvlei, na Namíbia.

A data prevista de partida é 18 de setembro, no mês em que Pedro faz 18 anos. Prometem partilhar a sua odisseia num blogue e no Facebook e Instagram soumething. O projeto é o resultado da quinta edição do concurso promovido pela Gap Year Portugal, em parceria com a Fundação Lapa do Lobo que oferece uma bolsa até 6500€ aos vencedores.

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