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Igreja põe o presépio em jaulas para protestar contra Donald Trump

O presépio da Claremont United Methodist Church, nos EUA, está a gerar reações controversas.
As jaulas têm arame farpado.

Uma igreja na Califórnia, nos Estados Unidos, colocou no sábado passado, 7 de dezembro, Jesus, Maria e José dentro de jaulas separadas para protestar contra as políticas de imigração do governo de Donald Trump. O controverso presépio está na Claremont United Methodist Church, em Los Angeles, para sublinhar o sofrimento de todos os emigrantes e refugiados no país.

Segundo o jornal norte-americano “The Washington Post”, Karen Clark Ristine, a reverendo, explicou que a intenção é “focar aqueles que procuram abrigo e as maneiras como estão a ser recebidos e tratados, sugerindo que pode haver uma forma mais compassiva de mostrar o amor de Deus”.

Ristine juntou-se à congregação em julho e começou nessa altura a planear esta forma de protesto. Depois de publicar fotografias do presépio na sua página de Facebook, revelou ter ficado espantada com as reações — mais de 15 mil partilhas e quatro mil comentários em apenas um dia.

Apesar de muitas das reações serem positivas, também há quem tenha ficado ofendido pela instalação: “É desprezível que esteja a trazer questões políticas à nossa igreja”, pode ler-se no comentário de Edwin Musto, um metodista que frequenta a congregação.

Mas a reverendo opõe-se a esta noção política e defende que a ideia “artística” pretende “sensibilizar”, acrescentando que “Jesus ensinou-nos a bondade, piedade e aceitação de todas as pessoas”.

Além da cena de natividade exterior — em que as jaulas até incluem arame farpado — há outra no interior da igreja de Claremont, onde os mesmos manequins da família sagrada estão livres e reunidos à volta de um berço: “Estão a vê-los reunidos como acreditamos que se passe no reino do amor de Deus”, explica Ristine.

Jesus na manjedoura.

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