Viagens

Há mais voos cancelados na Ryanair — e novidades sobre reembolsos

A low cost anunciou novos cancelamentos de ligações de e para Itália e acrescentou detalhes sobre a sua gestão do Covid-19.
Voos suspensos até abril.

O embate do coronavírus no sector da aviação continua a fazer-se sentir, de forma cada vez mais acentuada. A Ryanair anunciou esta segunda-feira, 9 março, novos cancelamentos na sua programação de voos de e para Itália, bem como dentro do território italiano. Acrescentou ainda alguns detalhes na sua gestão da crise causada pelo surto.

Segundo a low cost irlandesa, devido ao bloqueio de viagens imposto pelo governo italiano durante o passado fim-de-semana de e para o Norte de Itália, para além das restrições de voos impostas por vários países da União Europeia (Eslováquia, República Checa, Hungria, Malta, Roménia), foi decidido restringir os voos para o Norte de Itália com efeito imediato.

A companhia especifica: desde a meia-noite de 10 de março até à meia-noite de 8 abril, suspenderá todos os voos domésticos italianos de e para Bergamo, Malpensa (Milão), Parma e Treviso. 

Além disso, a partir da meia-noite de 12 de março até à meia-noite de 8 abril, a Ryanair reduzirá os voos internacionais de e para Bergamo, Malpensa (Milão), Veneza, Parma, Rimini e Treviso.

A companhia adianta que apenas serão operados voos internacionais às sextas-feiras, sábados, domingos e segundas-feiras; e que as rotas com várias frequências diárias reduzem-se a apenas um voo, em cada um destes dias. E explica a decisão de manter algumas ligações: “embora o tráfego para o Norte da Itália tenha sofrido um grande número de “no shows” durante a semana passada, milhares de visitantes não-italianos encontram-se atualmente na Lombardia e em outras regiões afetadas e devem regressar a casa. Neste sentido, a Ryanair continuará a operar numa programação reduzida de quatro dias de/para o Norte da Itália para repatriar estes cidadãos não-italianos”, adianta.

Sobre o surto de coronavírus, são dados mais alguns dados. A companhia garante que continua a cumprir integralmente todas as orientações da OMS e do governo, e esclarece uma dúvida recorrente: todos os passageiros com voos afectados pelas restrições ou cancelamentos de viagens estão a ser notificados por e-mail; e recebem transferências de voos, reembolsos totais ou créditos de viagem. Isto apenas no caso de voos cancelados ou restringidos.

Adianta ainda que os passageiros que não receberam notificação por e-mail, devem ter em consideração que os seus voos não sofreram alterações. 

No início de março, soube-se que, tal como as restantes companhias aéreas, as duas principais low cost europeias (Ryanair e easyJet) estavam a começar a ser afetadas pelo surto de Covid-19, sobretudo na Itália; e a tomar as medidas primeiras para reagir a este impacto.

Sobre as dúvidas de milhares de pessoas face ao cancelamento de voos e também em relação à possibilidade de pedir reembolsos por decidir não viajar, a DECO confirmou este sábado, 7 de março, à “Renascença” o que já tinha sido avançado pelas principais companhias: que não há qualquer garantia de reembolso para quem escolher cancelar viagens por causa do surto do novo coronavírus — mesmo que tenham como destino locais com elevado número de infeções.

No entanto, a associação explicou que muito depende da empresa e do seguro de viagem contraído. Felizmente, é também confirmado que este não é o caso se for a própria empresa a cancelar a viagem: em situações como essa, os passageiros podem receber até 600€ de compensação, garantiu Paulo Fonseca, da DECO.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

NiTfm

AGENDA NiT