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Este é o reino gelado e encantado da vida real que inspirou “Frozen”

Para desenvolverem os filmes de animação, os produtores da Disney visitaram Svartisen, uma província no norte da Noruega.
Há renas e tudo.

Glaciares, fiordes e cataratas servem de pano de fundo às paisagens incríveis da província de Svartisen, bem no Norte da Noruega. Foi aqui que os produtores de “Frozen” foram buscar inspiração para desenhar o mundo encantado de Anna e Elsa, as duas irmãs que conquistaram audiências naquele que foi um dos maiores fenómenos de popularidade da Disney de todos os tempos.

Segundo o jornal espanhol “El País”, o êxito do primeiro filme, que estreou em 2013, pode ter sido responsável pelo boom de turismo no país, que entre 2014 e 2017 registou um aumento de 30 por cento de receitas nesta indústria — ainda que a melhoria na economia global e a maior oferta de voos baratos também possam ter ajudado.

O glaciar Engabreen.

Quem viaja por aquela província norueguesa encontra águas calmas e límpidas que refletem como um espelho as incríveis montanhas de cumes nevados e bosques que passam de um verde intenso ao cor de laranja mais vivo das folhas caducas. Por todo o lado, há casinhas de madeira vermelhas, amarelas e brancas.

Ali perto, também é possível visitar aquela que já foi considerada a casa de banho pública mais bonita do mundo, em Ureddplassen. O pequeno edifício de cimento tem um design minimalista com painéis de vidro junto a um miradouro com bancos de mármore cor de rosa e uma vista desafogada para o mar e as montanhas.

A casa de banho mais bonita do mundo.

A cerca de duas horas de carro, está o glaciar de Engabreen. A apenas sete metros do nível do mar, este é o glaciar com menor altitude da Europa Continental.

Para lá chegar, tem de enfrentar uma longa caminhada com algumas zonas mais sinuosas e desafiantes — mas os mais corajosos não se vão arrepender, já que a visão do gelo azul é inesquecível.

O glaciar e alguns turistas.

Um pouco mais a norte no mapa fica a ilha de Sandhornøya, no paralelo 67 Norte. Acima deste ponto do planeta, que se localiza em pleno Ártico, estão apenas a Gronelândia, a Lapónia e o Alaska. O frio gelado que se poderia sentir aqui é, na realidade, reduzido com a ajuda da corrente do golfo do México, que cria uma espécie de microclima fora do vulgar. 

Sandhornøya tem uma paisagem maravilhosa de lagos, árvores, montanhas e casinhas de madeira, mas a maior atração da ilha são as auroras boreais incríveis que se podem avistar. O fenómeno acontece quando partículas solares chocam com o campo magnético da terra, criando uma visão mágica de luzes verdes em movimento.

A aurora boreal em Sandhornøya.

Nos parques nacionais da Noruega, ainda é possível encontrar os samis, um povo escandinavo indígena que se dedica ao pastoreio de renas como Sven, a personagem de “Frozen” que acompanha Anna e Elsa nas suas aventuras. 

Já só existem cerca de cem mil samis no mundo, repartidos entre a Finlândia, Suécia, Rússia e Noruega, onde vivem à volta de 60 mil.  Estas comunidades criam os animais e depois alimentam-se deles, aproveitado tudo o resto: pele, unhas e chifres.

Um sami com a sua rena.

Para fazer “Frozen 2: O Reino do Gelo“, a Disney consultou seis pessoas desta comunidade, que os ajudaram a desenhar vários pormenores como os trajes e até linguagem não verbal das personagens — por exemplo, os samis sentam-se sempre com os joelhos dobrados.

Como forma de agradecer a colaboração, a Disney aprovou a dobragem de “Frozen 2: O Reino do Gelo” em sami, a língua milenar que chegou a correr o risco de extinção entre os séculos XIX e XX.

O filme estreia em Portugal a 21 de novembro. Até lá, ainda vai a tempo de marcar uma viagem a uma das províncias mais incríveis na Noruega — há bilhetes de avião Lisboa para Oslo a partir de 252€. De lá, pode apanhar um barco, comboio ou avião para Svartisen, que fica entre 95€ e 318€. Só não se esqueça de ir agasalhado.

As paisagens incríveis.

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