Viagens

As gôndolas já voltaram aos canais de Veneza mas nada é igual

Além dos normalmente garridos fatos e coletes, os gondoleiros usam agora luvas e máscaras. Os barcos têm fitas.
A cidade dos canais.

Lentamente, a vida vai regressando ao normal. Não o normal de antes da pandemia de Covid-19, mas o normal possível, adaptado e em alguns casos permanentemente diferente. Em Veneza, Itália, uma cidade que ficou deserta depois que os primeiros casos surgiram ainda em fevereiro, os restaurantes já estão a abrir, as lojas a funcionar, tal como os museus. E os canais, que durante meses estiveram tão parados que se tornaram cristalinos, voltam a ter as suas icónicas gondolas.

Segundo a “Lonely Planet“, com o desbloqueio progressivo do país, as primeiras gôndolas venezianas estão de volta ao serviço, mas com novas medidas de segurança para proteger os passageiros da pandemia do novo coronavírus.

Além dos normalmente garridos fatos e coletes, os gondoleiros usam agora luvas e máscaras. Os barcos têm fitas, para ajudar os passageiros a manter os requisitos de distanciamento social enquanto estão a bordo. Além das medidas nos barcos, os trabalhadores de saneamento da cidade desinfectam as áreas de embarque depois de cada utilização.

De acordo com Giovanni Giusto, vereador na cidade, à France Presse citado pela revista, o regresso do serviço de gôndolas é o primeiro passo para que Veneza volte ao normal. “São boas notícias, um sinal do desejo de todos de voltar ao normal o mais rápido possível, mas sem nunca baixar a guarda para derrotar o vírus de uma vez por todas”, frisa

No entanto, tal como em outros setores da economia — e sobretudo do turismo — também o negócio das gôndolas poderá demorar a regressar ao normal. A France Presse, citada agora pelo “Jakarta Post” numa reportagem de 1 de junho, explica que os tradicionais estaleiros de gôndola de Veneza viveram tempos negros durante a quarentena, e a recuperação deverá ser difícil.

Depois do pico da pandemia, da qual a Itália foi um dos países mais afetados, no passado dia 18 de maio foi permitida a reabertura progressiva no país de muitos restaurantes, bares, barbeiros e museus. A 3 de junho, os italianos passaram a poder circular livremente por todo o país, e os visitantes da União Europeia a poder voltar a entrar em Itália.

Tal como a NiT já relatou, vários grupos de Veneza lutam agora por políticas que encarem o que se passou como uma oportunidade para a cidade: levando-a para um turismo mais sustentável — sem cruzeiros, filas, sem turismo em massa — mas com igual rendimento económico, mais vocacionado para o artesanato, cultura e ambiente.

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