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Terminal Harvey Milk inaugurado no Aeroporto de São Francisco

É a primeira base aeroportuária internacional com o nome de um ativista da comunidade LGBTQ+.
Uma homenagem, mais de 40 anos após a sua morte.

Nasceu no Estado de Nova Iorque, mas mudou-se para São Francisco ainda durante a juventude. Foi ali que viveu, lutou, e ganhou nome e respeito internacional como político, filantropo e como um dos maiores ativistas pelos direitos da comunidade LGBTQ+. Agora, a cidade que o acolheu — e às suas batalhas (e onde morreu assassinado, em 1978) —, decidiu celebrar Harvey Milk com uma das maiores honras possíveis: um terminal no Aeroporto principal com o seu nome.

Foi inaugurado esta terça-feira, 23 de julho, no Aeroporto Internacional de São Francisco, o Harvey Milk Terminal 1, o primeiro do mundo com o nome de um membro da comunidade LGBTQ+. A infraestrutura, de 2,14 mil milhões de euros, é muito mais do que uma homenagem ao político: é também uma nova experiência de viagem, com todas as tecnologias de ponta e destaque para o ambiente e o conforto.

Harvey Milk foi o primeiro homem assumidamente gay a ser eleito para um cargo público na Califórnia, Estados Unidos da América. Durante 11 meses,  Milk integrou o Conselho de Supervisores de São Francisco até ser assassinado, juntamente com o presidente da Câmara da cidade, George Moscone, em 1978.

Ivar C. Satero, diretor do Aeroporto Internacional de São Francisco, explica em comunicado enviado à NiT que o Harvey Milk Terminal 1 “define um novo patamar para a experiência no aeroporto e representa um tributo à vida e ao legado de um dos primeiros líderes” dos direitos civis.

Há um mural no espaço.

Este aeroporto é, “para milhões de pessoas do mundo inteiro, a primeira impressão da Baía de São Francisco e o Harvey Milk Terminal 1 incorpora tudo o que torna esta região tão especial: um espírito de inovação, um foco no ambiente e, acima de tudo, um compromisso com a diversidade, a igualdade e a inclusão. Espero que os viajantes de todo o mundo se inspirem pela história de Harvey Milk, no terminal que perpétua o seu nome”, acrescenta Satero.

O ponto principal do novo terminal é a exposição Harvey Milk: Mensageiro de Esperança, que homenageia o líder dos direitos civis e o seu impacto nos direitos da comunidade LGBTQ+. Abrangendo quase 120 metros, inclui 100 imagens explosivas de Milk — muitas destas conseguidas através do público – assim como arte e lembranças.

Quanto aos serviços e comodidades, incluem janelas do chão ao teto que escurecem de acordo com a luz solar; aberturas circulares no teto – designadas por óculo – que permitem a entrada de luz; áreas das portas de embarque concebidas como lounge rooms, com 2.134 lugares sentados de 34 tipologias, incluindo cadeiras de pele, plástico, metal e tecido, sofás e bancos; e a primeira casa-de-banho de aeroporto multiusos e para todos os géneros.

Encontra ainda casas de banho exclusivas para animais; arte in situ – produzida especificamente para o local —, incluindo 14 novas obras de arte pública para os viajantes apreciarem durante o tempo de espera; elevadores com energia própria, passadeiras e escadas rolantes, que reduzem a utilização da rede elétrica; e um sistema de transporte de malas com eficiência energética (Individual Carrier System ou ICS), o primeiro do género nos Estados Unidos.

O terminal já está funcional.

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