Viagens

Há mais de 57 mil tripulantes que continuam presos em cruzeiros em todo o mundo

A maioria dos passageiros que se encontravam dentro dos cruzeiros já regressou a casa, o mesmo não se passa com os tripulantes.
Há dezenas de cruzeiros a aguardar.

A maioria dos passageiros que se encontravam dentro de cruzeiros um pouco por todo o mundo quando a pandemia do novo coronavírus se instalou, já regressou a casa, após completarem longas quarentenas a bordo.

Porém, a tripulação dessas embarcações continua retida no mar. Estão isolados, sem possibilidade atual de regressar aos seus países de origem e até em alguns casos sem estarem a receber, avança a “CNN”.

“Honestamente, espero que não sejamos esquecidos. Parece que ninguém quer saber do que se está a passar connosco aqui”, refere à mesma publicação MaShawn Morton, que trabalha para a Princess Cruises.

No dia 5 de maio, na passada terça-feira, o número de tripulantes em 74 cruzeiros apenas ao largo dos EUA, Bahamas e Caraíbas era de mais de 57 mil. Mas estimam-se muitas mais centenas que estarão em cruzeiros na costa de outros países.

De acordo com a “CNN”, muitos destes funcionários questionam-se porque não foram ainda autorizados a regressar a casa, uma vez que já terminaram a quarentena imposta.

No caso dos EUA, a resposta prende-se com várias burocracias impostas pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) e a agência de proteção da saúde norte-americana.

De acordo com uma norma emitida pelo mesmo centro, no dia 23 de abril, estes tripulantes apenas podem desembarcar através de meios aéreos especialmente destinados para o efeito, ou veículos pessoais, em concordância com as agências federais.

Os tripulantes apenas poderão embarcar em aviões comerciais se tiverem uma aprovação do CDC, que irá rever caso a caso, bem como atestar se o cruzeiro de onde determinado funcionário vem está livre de Covid-19. Todos estes procedimentos estarão a atrasar a resolução destes casos.

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