Turismos Rurais e Hotéis

Serra d’Ossa vai ter passadiços de madeira ainda este ano

Ficam na herdade do Convento de São Paulo, na Serra d'Ossa, e fazem parte de um percurso com cerca de três quilómetros.
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A Serra d’Ossa eleva-se até 653 metros de altitude dando um tom mais verde ao Alto Alentejo. É nesta região que está a ser preparado um novo percurso com passadiços que deverá ser inaugurado até ao final do ano. O projeto chegou a ser notícia em 2019, mas agora vai mesmo avançar em definitivo.

A Câmara Municipal do Redondo anunciou esta segunda-feira, 13 de julho, que o estaleiro já está montado e que as obras vão decorrer a tempo de abrir o espaço “em meados de outubro”. O investimento da autarquia ronda os 300 mil euros e é uma aposta no turismo de natureza.

O percurso de passadiços de madeira vai ter “cerca de 350 metros e vai servir de elo de ligação entre a Aldeia da Serra D’Ossa e a Ermida de Nossa Senhora do Monte da Virgem”. Mas não se pense que é um percurso curto.

Os passadiços vão estar inseridos num percurso pedestre já antigo, que serpenteia a serra seguindo pelo caminho da ribeira antiga, numa distância de cerca de três quilómetros. Este investimento é da autarquia. No entanto, uma parte do percurso pedestre que não será de madeira está integrado nos cerca de 750 hectares ligados ao Convento de São Paulo, um antigo convento do século XII que funciona como hotel desde 1993.

Marque na agenda para meados de outubro.

A NiT falou com o responsável da unidade hoteleira, Eduardo Bon de Sousa. O convento é um edifício já histórico com quartos por noite entre os 115€ e os 220€ que sempre esteve integrado na natureza. E esta conta com um lado próprio. “É um espaço de serra que sai do vulgar no Alentejo”, com uma zona de pinhal em destaque mas também sobreiros e azinheiras.

A serra é tida como uma espécie de pulmão, não apenas do Redondo mas também de concelhos próximos, como Estremoz e Borba. Além da vegetação, é zona nobre para algumas espécies de aves, algumas delas pouco comuns no País e que, num dia de sorte, poderão ser avistadas, como a águia-calçada, o bufo real ou o mocho-de-orelhas. Pela região vão-se notando aqui e ali as marcas do tempo em que os monges eremitas fizeram daquela serra o seu espaço.

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