Turismos Rurais e Hotéis

Os narrowboats britânicos mudaram-se para o Tejo — e transformaram-se em apartamentos

As 15 embarcações foram construídas à medida para terem todos os luxos necessários e estão atracadas no Parque das Nações.
Pode fazer de conta que é um Peaky Blinder.

É bem provável que já os tenha visto a subir e descer os canais britânicos. Até é capaz de se lhes ter deitado o olho num qualquer episódio de “Peaky Blinders”. Chamam-se narrowboats, são feitos em Inglaterra e são a última novidade a atracar em Lisboa.

Porque não dormir nestes barcos? Rui Alecrim, sócio-gerente da Tagus Marina, reparou que era algo perfeitamente normal nas cidades onde viveu. De Paris a Londres, as embarcações estreitas serviam de alojamento. E “numa cidade com uma frente ribeirinha tão grande e espetacular, não fazia sentido não existir cá também essa possibilidade”, explica à NiT.

Quem precisa dos canais quando tem o Tejo?

A empresa, que se lançou em 2019 com os passeios ecológicos pelo Tejo, já tinha esta evolução nos planos. Foi nas oficinas inglesas que se montaram à medida 15 destas embarcações, de acordo com todas as especificações necessárias para as transformar em “apartamentos com os luxos necessários”.

“São embarcações tradicionais inglesas. Muitos pensam que são holandesas. Não são. Embora sejam parecidas, há algumas diferenças entre elas”, esclarece.

De decoração simples e despojada, mas cuidada, saltam à vista os pequenos pormenores que “remetem para a portugalidade”, caso dos painéis de azulejos. De resto, têm tudo o que é necessário para passar um fim de semana — ou mesmo viver, já que poderá haver acordos especiais para estadias de longa duração.

A Tagus Marina tem 12 embarcações T2, cujos 68 metros quadrados se dividem em dois quartos, uma sala com kitchenette e uma casa de banho. Têm também três barcos T1 com 47 metros quadrados cada.

Por lá, pode fazer quase tudo. E dizemos quase porque apesar de serem capazes de viajar pelas águas do Tejo, não o irão fazer. “Apesar de se poderem movimentar, porque têm motor, são muito grandes, são pesadas e é difícil manobrá-las. A ideia é que estejam permanentemente ancoradas e funcionem como um apartamento em cima da água”, sublinha o gerente de 50 anos.

Um dos quartos.

Dentro de qualquer um deles, encontra aquecimento central e ar condicionado, wi-fi gratuita, televisão por cabo e também pode optar por receber o pequeno-almoço no barco — terá é que pagar o custo extra de 8,5€ por adulto e 6,5€ por criança. As estadias começam nos 70,2€ por noite nas embarcações mais pequenas e nos 94,5€ nos barcos T2.

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