Na cidade

Utentes dos transportes alertam: oferta tem de aumentar para manter distâncias

Várias comissões de utentes estão preocupadas com cortes, lay-offs e a questão do espaço e desinfeção, neste regresso faseado.
As regras serão definidas.

O País prepara-se para dar os primeiros passos num regresso faseado à atividade, mas neste retorno um ponto fulcral são as deslocações das pessoas. Por isso, no dia em que deverão ser anunciadas as datas e os moldes desta reabertura progressiva, os utentes dos transportes públicos da Grande Lisboa deixaram um alerta: pedem um ajuste da oferta à procura, para serem cumpridas as regras de distanciamento, bem como a manutenção das operações de desinfeção.

O Presidente da República anunciou na terça-feira que o estado de emergência vai terminar à meia-noite do dia 2 de maio e que Portugal vai entrar numa fase de abertura por pequenos passos, sendo que o governo irá divulgar novas regras esta quinta-feira, 30 de abril.

Citado pela Lusa, Luísa Ramos, da Comissão de Utentes da Margem Sul, lembra agora que com a abertura de serviços de forma faseada é expetável que mais pessoas precisem dos transportes para se deslocarem para os empregos. Por isso, uma exigências da comissão é a reposição imediata de todas as carreiras que foram cortadas, afirmou, lamentando que no início do estado de emergência a Transportes Sul do Tejo (TST) tenha entrado em lay-off.

Com a decisão, a TST colocou 545 dos seus 1.040 colaboradores naquele regime, suspendendo as carreiras com ligação a Lisboa, desde o início de abril, apresentando o transporte fluvial no Tejo, operado pela Transtejo e Soflusa, como uma alternativa. Os utentes deixaram de ter opção rodoviária nas deslocações para Lisboa e pedem que estas sejam retomadas depois de 2 de maio, mesmo que por fases.

Também Cecília Sales, da Comissão de Utentes dos Transportes Públicos de Lisboa, levanta preocupações com o número de trabalhadores, sobretudo do Metropolitano de Lisboa, que possam assegurar a limpeza das carruagens, dos obliteradores e das estações.

“Atualmente, há menos autocarros e camionetas a circular, assim como o metro, por isso também assistimos, algumas vezes, a uma aglomeração nos transportes a determinadas horas”, alertou.

 

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